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Lessa acha dif�cil que Renan dispute o governo

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ODILON RIOS O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB) está praticamente descartado do jogo sucessório estadual em 2006, pelo menos para o governador Ronaldo Lessa (PDT). ?Em princípio, nosso projeto era apoiá-lo ao governo, mas se há um projeto nacional para que ele não venha a Alagoas, a gente tem de rever tudo?, disse Lessa, depois de empossar, no final da tarde de ontem, o novo diretor do Laboratório Industrial Farmacêutico de Alagoas (Lifal), Marcos Antonio Omena Farias. Calheiros foi eleito na última segunda-feira como presidente do Senado e é o candidato preferido de Lessa ao governo estadual, tendo como possível vice o presidente da Assembléia Legislativa, Celso Luiz (PSB). O senador está sendo cogitado como vice em uma chapa com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, que pode concorrer à reeleição. Apontado como possível vice na chapa de Renan Calheiros, Celso Luiz ganha força para ser o cabeça de chapa diante da possibilidade de desistência do senador. Não parece ser o que pensa o governador. Ontem, Lessa voltou a ser evasivo em relação ao futuro político de Celso no Estado. ?O Celso Luiz pode ser [candidato] assim outros?, disse o governador. ?Essa é uma outra história. É uma especulação muito perigosa?, explicou. Os outros pretendentes ao cargo são a ex-prefeita de Maceió, Kátia Born e o vice-governador Luis Abílio. Eles disputam a preferência de Lessa que pode ser obrigado a engolir ainda o senador Teotonio Vilela Filho aliado de Renan. Caso desista de disputar o governo de Alagoas, Calheiros deve indicar Téo Vilela como seu sucessor. Mas antes de descascar esse ?abacaxi?, Lessa precisa definir o espaço a ser ocupado no governo pelo PDT, sua nova legenda partidária. O partido disputa hoje três espaços no governo estadual. Ontem, ganhou o primeiro, que estava nas mãos do PSB. A secretária de Turismo, Patrícia Mourão, sai da função para dar lugar a Eugênio Sampaio, terceiro filho do presidente estadual do PDT, Geraldo Sampaio. A demissão de Mourão e a ascensão de Eugênio foram feitos ontem pelo governador, durante a posse do novo diretor do Lifal. O segundo cargo disputado pelos pedetistas é a Algás (Alagoas Gás S/A). Segundo Lessa, ?provavelmente? ela irá ser ocupada por um nome do PDT. Nos bastidores, o nome seria o de Corintho Campelo da Paz. Campelo é considerado um dos articuladores da criação da Algás. Foi secretário de Trabalho e Renda do governo, mas teve de deixar o cargo ano passado por causa do lançamento da candidatura à prefeitura do deputado estadual Cícero Almeida (ex-PDT) O terceiro cargo no governo estadual está sendo costurado nos bastidores pelo presidente estadual do PDT, mas não existe nada confirmado. Atualmente, o partido tem um único espaço no governo: a Secretaria de Educação, administrada por Maurício Quintella, mas poderá ter a Gestão de Articulação Colegiada, hoje nas mãos de Pedro Alves, e a Secretaria Coordenadora de Articulação, tocada por Fátima Borges. O partido também ficaria com a direção do Procon, que têm à frente Wedna Miranda. Esse dirigentes devem migrar do pSB para o PDT. Fim do PSB A saída do governador do PSB acirrou o processo de esvaziamento do partido e de outras siglas. Na Assembléia Legislativa, deputados decidiram acompanhar Lessa. O primeiro foi Isnaldo Bulhões (sem partido). Os deputados Alves Correira (PTB) e Adalberto Cavalcante (Prona) também vão migrar para o PDT, conforme adiantou o governador. O deputado Sérgio Toledo (PSB) também poderá sair da legenda e acompanhar Lessa, mas, por enquanto, os dois não confirmam a troca. Com os três nomes anunciados ontem, o PDT vai ficar com quatro cadeiras na ALE. A quarta está com o deputado Luiz Pedro , que já foi alvo de críticas pelo próprio partido, que sustentava que Pedro não estava filiado à sigla, sugerindo problemas entre o deputado e a Justiça Eleitoral. O deputado sempre negou as acusações e há dois dias falou que não sai do PDT e se diz ?aliado? do governador na ALE. Prefeitos alagoanos também estão definindo se acompanham o governador ao PDT ou se ficam em partidos aliados de Lessa no interior do Estado. Segundo Lessa, 16 confirmaram a ida ao PDT. Até ontem, articuladores políticos de Lessa contabilizavam 13 prefeitos para o PDT, seis deles do PSB. No caso dos vereadores, segundo fontes do Palácio, existe uma avaliação da troca de partido com os prefeitos. Os secretários de Estado são um caso à parte. Lessa vai conversar com os filiados ao PSB e decidir quem vai ao PDT e quem fica no PSB. Contactados ontem pela GAZETA, os secretários preferem aguardar o governador.

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