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Non� e Caldas vencem disputa na C�mara

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KLECIUS HENRIQUE Brasília - A nova Mesa Diretora da Câmara dos Deputados ficou completa ontem com a eleição de dois alagoanos. O deputado José Thomaz Nonô (PFL) foi eleito primeiro vice-presidente da Casa, derrotando César Bandeira (PFL-MA), em segundo turno. Caberá a Nonô representar a Câmara na ausência do presidente Severino Cavalcanti (PP-PE). João Caldas (PL) ficou com a quarta secretaria, vencendo o mineiro Edmar Moreira (PL), que o havia superado na votação de segunda-feira. ?Vou dar dignidade ao cargo de vice-presidente da Câmara?, disse Nonô, por sua assessoria. O deputado disse ainda que acredita que sua postura na liderança da minoria ? cargo totalmente diferente do posto para qual foi eleito ? ajudou a elegê-lo. João Caldas, que assumirá a administração dos imóveis da Câmara, afirmou que irá ajudar a mudar a imagem do Parlamento. ?Vou trabalhar para melhorar o País, resolver os problemas da Câmara e honrar Alagoas no Congresso?, afirmou Caldas. Os alagoanos fizeram campanha até durante a eleição. João Caldas, por exemplo, chegou meia hora antes da votação ao plenário e espalhou santinhos nas mesas dos parlamentares. ?Todo esforço é pouco. Deixa eu trabalhar um pouco mais?, dizia aos deputados, a quem pediu voto até na porta da cabine de votação. Nonô cumprimentou um a um os deputados que esperavam a votação. Nos corredores do Congresso, cabos eleitorais pediam votos aos parlamentares e emporcalhavam a Câmara com material de campanha. A eleição durou cinco horas. Na abertura, Inocêncio Oliveira (PMDB-PE) dispensou a chamada nome a nome dos deputados, agilizando o processo eleitoral. Mesmo assim, foram três horas até o último voto e mais duas horas de apuração. As cédulas foram apuradas por Ciro Nogueira (PP-PI), Inocêncio Oliveira, Kátia Abreu (PFL-GO) e Robson Tuma (PFL-SP), convocados como escrutinadores pelo presidente Severino Cavalcanti. No final, 484 deputados votaram. O Planalto tentou evitar a eleição de José Thomaz Nonô, incentivando a chapa de César Bandeira. Seria espécie de vingança pela derrota de Luiz Eduardo Greenhalgh (PT-SP) para Severino Cavalcanti na presidência. A tese, que não ganhou força, argumentava que o alagoano, um excelente orador, faria sombra ao novo presidente. Nonô chegou à votação com PFL e PSDB fechados com sua candidatura. O maranhense contava com apoio dos deputados ligados aos senadores Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA) e José Sarney (PMDB-AP). Os dois caciques acumularam mais uma derrota no currículo. As vitórias de José Thomaz Nonô e de João Caldas foram apertadas, a exemplo do que ocorreu no primeiro turno. Nonô venceu César Bandeira por 253 a 226, diferença de apenas 27 votos. Já Caldas superou Edmar Moreira por apenas 13 votos (236 a 223). No primeiro embate, na madrugada de terça-feira, a diferença entre Nonô e Bandeira foi de um voto, o que acirrou a disputa ontem. Severino Cavalcanti elogiou os alagoanos. ?Nonô vai dar conotação especial à Mesa. Quando eu precisar de alguém para escrever um discurso, já sei a quem pedir?, brincou o presidente. ?João Caldas, após uma luta brilhante, soube sensibilizar a Casa?, comentou Cavalcanti. Os deputados foram empossados logo após a proclamação do resultado e hoje assumem os novos gabinetes. Dos 11 cargos da Mesa Diretora, sete são ocupados por deputados da região Nordeste. A começar pelo presidente da Casa, Severino Cavalcanti (PP), que é de Pernambuco, Estado também do primeiro-secretário, Inocêncio Oliveira (PMDB). Alagoas, no entanto, é o Estado recordista, com José Thomaz Nonô (PFL) na vice-presidência, João Caldas (PL) na quarta secretaria e Givaldo Carimbão (PSB) na quarta suplência. O segundo vice-presidente, Ciro Nogueira (PP), é do Piauí, e o segundo suplente, Jorge Alberto (PMDB), é de Sergipe.

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