Política
Isnaldo desbanca Toledo para assumir a presid�ncia da CCJ
MARCOS RODRIGUES A primeira semana após o recesso, na Assembléia Legislativa, foi marcada pelo ócio e articulações de bastidores. Em pauta, a eleição dos novos integrantes das comissões permanentes e a filiação de parlamentares ao PDT, sigla que desde a semana passada abriga o governador Ronaldo Lessa. Ontem o deputado Isnaldo Bulhões pôs fim às especulações de que poderia assumir ou não a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). ?Nos entendimentos feitos até o momento, posso dizer que minha indicação é certa?, disse Bulhões. Isnaldo assumirá o lugar do deputado Sérgio Toledo (PSB). Segundo Toledo, que também é líder do governo na ALE, nada foi discutido sobre a confirmação de seu nome para a presidência da Comissão de Orçamento (CO). Sua indicação para a Comissão de Fiscalização e Controle (CFC), também não está descartada. Sérgio Toledo é considerado um dos políticos mais fiéis ao governador Ronaldo Lessa. Mas, desde o recesso parlamentar, depois de anunciada a ida de Lessa para o PDT, ele não está com o seu futuro político definido. Permanência Um detalhe cerca a ida do líder do governo para a CO. Como a comissão é presidida pelo deputado Marcos Ferreira (PSB), seu colega de partido, depende de um entendimento entre os dois para definição do nome. Ferreira, entretanto, tem dito aos colegas de parlamento que pretende manter-se na presidência da CO. Ano passado, Marcos Ferreira foi contra um projeto do governo durante a votação do Orçamento Geral de 2005. Sua decisão foi contestada publicamente pelo secretário do PSB, Wellisson Miranda. A única certeza é que o comando das principais comissões ? de Orçamento; de Constituição e Justiça e de Fiscalização e Controle ? ficará nas mãos de parlamentares fiéis ao governo. ?Pelo menos o governo vem trabalhando para isso?, confirmou Isnaldo Bulhões, ainda sem partido. A partir desta realidade, o deputado Gilberto Gonçalves (PP), ex-aliado de Lessa, está com os dias contados em comissões. O parlamentar foi criticado pelo governador porque, junto com o deputado Temóteo Correia (PTB) vinha investigando denúncias contra a Construtora Santa Bárbara, responsável pela construção do presídio Baldomero Cavalcanti. Inevitável O fim da polêmica envolvendo as negociações das comissões vai acabar em breve. Isso é inevitável, principalmente quando se definirem os nomes dos parlamentares que se filiarão ao PDT. Ontem, a GAZETA voltou a falar com os deputados que já demonstraram interesse em seguir o governador Ronaldo Lessa rumo ao PDT. Os deputados Alves Correia (PTB) e Sérgio Toledo (PSB) continuaram em cima do muro. Maria José Viana (PSB) e Marcos Ferreira (PSB) até o momento não contestaram as informações de que se tornarão pedetistas. Os únicos que não escondem suas respectivas filiações são os deputados Isnaldo Bulhões (sem partido) e Adalberto Cavalcante (sem partido). Os dois devem confirmar sua entrada no PDT no dia 25. O deputado Antônio Albuquerque (sem partido) retificou sua posição e disse que não criticou os colegas que estão seguindo para o PDT. ?Minha crítica é contra o partido?, reafirmou. O parlamentar contestou ainda a informação de que tenha resistido a deixar o PL, mesmo quando o governador exigiu sua saída.