Tragédia
NÚMERO DE AFETADOS PELAS CHUVAS EM AL SOBE PARA 25,3 MIL
Do total de pessoas afetadas, 3.650 perderam completamente sua casas e estão desabrigadas; outras 21.662 ficaram desalojadas
A trágica e anunciada chegada das chuvas de inverno voltou a retirar de suas casas moradores das cidades ribeirinhas. O rastro de destruição urbana, das casas, móveis e objetos de valor das famílias se repetiu. Da sexta-feira até esta segunda (10), já foram contabilizados 25,3 mil afetados pelas enchentes, 32 cidades foram colocadas em situação de emergência por 180 dias e uma pessoa morreu em Joaquim Gomes.
Do total de famílias afetadas, 3.650 perderam completamente sua casas e estão desabrigadas. Mesmo quando o nível dos rios e lagoas baixar, não terão para onde ir. Outras 21.662 perderam tudo, mas como os imóveis ainda oferecem condições de moradia, é só a água baixar que vão contabilizar os prejuízos, se endividarem até a próxima ação do volume de água. Muitas são vítimas de outros transbordamentos e descendentes de outros que relatavam tragédias vividas em décadas passadas.
Mais uma vez as cidades receberão recursos para os serviços imediatos, aquisição de alimentos, obras de infraestrutura básica para limpeza e um novo recomeço. Mas o enfrentamento real do problema, com a demolição das casas localizada às margens dos rios e a edificação em novos pontos altos continuarão sem ser feitas.
Os dados sobre a situação das pessoas foi apurado pela Defesa Civil Estadual, que confirmou após a última contagem que a cidade de Marechal Deodoro, no momento, é que mais sofre com o avanço destruidor das chuvas. São 3.490 desalojados que moram no curso da lagoa, e outros 398 desabrigados.
Referência gastronômica e histórica no Estado, é a primeira cidade no roteiro que constitui a chamada região metropolitana. Mais ao extremo Norte o município de Matriz do Camaragibe ocupa a segunda posição no ranking de vítimas. Conforme levantamentos, são 459 desabrigados e 3.158 desalojados.
No mesmo roteiro turístico, a belíssima São Miguel dos Milagres também não escapou dos danos causados pelas águas. Lá os ribeirinhos filhos da cidade, ao mesmo tempo que veem seu crescimento exponencial, ainda vivem em casas afetadas pela força das águas. Os números indicam que 3.008 pessoas deixaram suas casas..
Em Pilar, as chuvas não pouparam nem a estrutura da histórica da casa das Irmãs Samaritanas. O local estava passando por reformas e sofria com a ação do tempo e de outros temporais. Mas, durante a madrugada, o que estava ruim ficou pior com a queda definitiva de parte da estrutura.
ESTRADAS
As estradas também não foram poupadas. Algumas, até conhecidas dos alagoanos pela publicidades que as divulgaram não resistiram ao volume de chuvas. Nesta segunda-feira (10) o trânsito estava difícil em algumas rodovias estaduais e federais. A chuva, em alguns casos, não respeitou as obras de drenagem padrão realizada pelas construtoras. A infiltração da água provocou o deslocamento de massa, espalhando barro na pista e em outras situações afundamentos com o aparecimento de crateras. As autoridades de trânsito do Estado, com o apoio da Polícia Rodoviária Federal e do Batalhão de Trânsito conseguiram rapidamente, com a ajuda de moradores das regiões atingidas providenciar desvios e sinalização para evitar acidentes. Deste modo conseguiram fazer o seguinte mapeamento: AL-220 em Campo Alegre – trânsito em meia pista por causa da erosão; AL-404 em Satuba –pista alagada, mas não está interditada; motoristas precisam ter atenção; BR-101, no Km 132, em São Miguel dos Campos (ladeira da Usina Caetés): houve erosão e a pista foi bloqueada ( tráfego é somente no acostamento); BR-101, no Km 43, em Branquinha: barreira na pista e o trânsito foi desviado para o acostamento e BR-316, no Km 185, em Belém: trânsito fluindo precariamente em uma das faixas, com fluxo alternado. Na capital, o deslocamento por trens da CBTU de Bebedouro até a cidade de Satuba foi interrompido por motivo de segurança. Conforme nota da empresa as chuvas também afetaram parte das linhas e por conta dos riscos todas as operações de transporte foram suspensas com prioridade para o monitoramento e eventual manutenção de toda a linha férrea.
MACEIÓ
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As chuvas que não deram trégua por 72 horas seguidas também afetaram a capital alagoana. Nem a área nobre suportou o volume de água e foi registrado alguns pontos de alagamento, na Pajuçara e um alagamento de restaurante na Jatiúca. A periferia, incluindo grotas e favelas com habitações subnormais com risco de queda provocou a retirada de dezenas de famílias de suas casas. Por isso, o Governo do Estado também incluiu a cidade na relação das que estão Estado de Emergência. Os dados repassados pela Defesa Civil Municipal indicam que o número de pessoas atingidas chaga a 1.080.