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Paul�o considera “anti�tica” cr�tica de Renan a Dirceu ap�s elei��o do Senado

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MARCOS RODRIGUES O comentário do senador Renan Calheiros (PMDB) de que o ministro da Casa Civil, José Dirceu, foi seu maior adversário na eleição para a presidência do Senado, foi rebatido, ontem, pelo deputado estadual Paulo Fernando dos Santos (PT). Paulão considerou ?antiética? a atitude de Renan ao tornar públicas suas divergências com Dirceu. ?Tenho ética política para não criticar uma pessoa do governo. Por isso, não acho correta a posição do senador, que pertence à base governista?, disse Paulão, de Brasília. Paulão também questionou o momento em que Renan Calheiros resolveu falar. ?Por que ele não falou isso antes da eleição do Senado, na qual contou com o apoio do PT??, indagou o deputado. Coincidentemente, o comentário de Renan acerca de José Dirceu foi feito depois que este responsabilizou o ministro da Coordenação Política, Aldo Rebelo (PCdoB), pela derrota na Câmara do candidato petista Luiz Eduardo Greenhalgh para Severino Cavalcanti (PP-PE). Segundo Renan, Dirceu foi um obstáculo em suas articulações porque defendia a reeleição dos presidentes da Câmara (João Paulo Cunha PT-SP) e do Senado (José Sarney PMDB-AP). Pressa A busca dos responsáveis pela derrota do governo, neste momento, é considerada ?uma precipitação? pelo deputado Paulão. Ele defende que todos os aspectos da derrota sejam analisados ?quando a poeira baixar?. ?Qualquer discussão, agora, será precipitada e vai criar problemas. Não acho correto apontar culpados. Isso é uma visão despolitizada?, avaliou Paulão. Ele considerou que o ministro Aldo Rebelo tem responsabilidade no resultado da eleição da Câmara, mas diz que ela se soma a uma sucessão de erros cometidos, inclusive, pelo próprio governo. Para o deputado Givaldo Carimbão (PSB), que participou da mobilização, sem sucesso, pró-Greenhalgh, Rebelo fez o que estava ao seu alcance. ?Aldo foi muito ético ao não optar por golpe na votação quando foi anunciada a realização do segundo turno?, destacou Carimbão. O deputado, que foi eleito para a suplêncida da Mesa Diretora da Câmara, disse que o governo perdeu porque tem que mudar a forma de se relacionar com os deputados federais. ?Como o deputado vai votar com o governo se não teve verbas liberadas para o seu Estado??, indagou Givaldo. O vereador Marcelo Malta (PCdoB) lembrou que o ministro Aldo Rebelo tem a confiança do presidente Lula e amenizou a situação dizendo que o novo presidente da Câmara, Severino Cavalcanti, tem votado com o governo.

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