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Remo��o de Cavalcante s� depende de Lessa e Alckmin

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Até a noite de ontem, o ex-tenente-coronel PM Manoel Francisco Cavalcante permanecia preso na carceragem da Superintendência da Polícia Federal de São Paulo. Seu futuro depende de um contato entre o governador Ronaldo Lessa (PDT) e o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), no qual será decidido se Cavalcante poderá ser transferido para o presídio de segurança máxima de Presidente Bernardes, no interior paulista, onde passaria 90 dias sob o Regime Disciplinar Diferenciado (RDD). Segundo o secretário estadual de Comunicação, Joaldo Cavalcante, Lessa tentou contato com Alckmin, deixou recado com a assessoria do governador paulista, mas ainda não havia recebido retorno. Considerado o líder da ?gangue fardada?, Cavalcante foi transferido de Alagoas em janeiro, depois que o Tribunal de Justiça do Estado concluiu uma investigação que teria comprovado que ele vinha tendo regalias no Presídio Baldomero Cavalcanti, de onde continuaria a comandar o crime organizado e estaria planejando o assassinato de dois juízes. Cavalcante foi retirado de Maceió no dia 25 de janeiro. Ele foi levado provisoriamente para Salvador, supostamente para evitar que um plano de fuga fosse colocado em prática. No dia 11 de fevereiro, depois que a Justiça de São Paulo acatou o pedido feito pelo juiz da Vara de Execuções Penais de Maceió, Jamil Amil de Hollanda Ferreira, Cavalcante foi transferido para São Paulo, mas acabou sendo barrado na porta do presídio de Presidente Bernardes. Oficialmente, o motivo alegado pelo secretário de Administração Penitenciária de São Paulo, Nagashi Furukawa, para a recusa, foi a ausência de tempo de permanência do ex-oficial no presídio. O prazo foi limitado em 360 dias e depois reduzido para apenas 90, como estratégia do Judiciário para evitar que o preso fosse devolvido para Alagoas. Mas também não teria agradado ao governo de São Paulo o fato de Cavalcante ter sido transferido sem que houvesse um autorização do governador Geraldo Alckmin. Após a redefinição do prazo, a conclusão do processo volta a depender do aval de Alckmin, por ser o governo paulista o responsável pela administração do sistema prisional. (LB)

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