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Loiola cobra responsabilidade pela transposi��o do Rio S�o Francisco

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ODILON RIOS O prefeito de Piranhas, Inácio Loiola (PSDB), voltou a atacar o governo federal e cobrou um posicionamento do governo estadual sobre a transposição do Rio São Francisco. ?Esse projeto é o maior crime ecológico da história?, disse. Segundo ele, 70% do projeto beneficia a irrigação de áreas nordestinas. Os 30% restantes servirão para consumo humano e animal, contrariando, de acordo com Loiola, a concepção original da proposta, que é a de matar a sede dos nordestinos. ?Esse projeto pode se tornar uma transamazônica. Vai servir para iludir a população?, afirmou. A Transamazônica começou a ser construída no governo militar, nos anos 70, no meio da floresta amazônica, com a proposta de levar o progresso ao Norte do País. Até hoje, a obra está inacabada. Para o prefeito, um dos problemas enfrentados pelo Rio São Francisco é a invasão do mar. ?Em Traipu já se capturou siri?, alertou, lembrando que a vazão do São Francisco, segundo o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama), é de 1.300 metros cúbicos por segundo. ?Se a vazão for menor que isso, o mar invade o rio?. Loiola contabiliza que 80% das espécies que viviam nas águas do Velho Chico foram extintas. Regiões Na visão do prefeito, ao contrário da idéia de transpor as águas do São Francisco, o governo federal deveria valorizar o Nordeste, desenvolvendo as potencialidades econômicas da região. ?Eu dividiria o Estado em quatro regiões distintas: a Bacia Leiteira, que apesar de estar passando por dificuldades, possui um imenso potencial; o Vale do São Francisco, que pode ser transformar em uma das regiões mais produtivas de Alagoas; a região da caatinga, que pode se dedicar à ovinocaprinocultura; e a região serrana, ao redor de Mata Grande, um oásis?. Outra solução, segundo ele, é a revitalização do rio. ?Um doente, que está na UTI, não pode doar sangue. Por isso, devemos pensar primeiro na revitalização, depois na transposição?. Apesar de o projeto prever matar a sede dos nordestinos, na concepção de Loiola alguns estados não teriam necessidade de receber, por meio da transposição, as águas do São Francisco. ?O Ceará tem 125 açudes de grande porte, com 17,5 bilhões de metros cúbicos de água, e isso não estamos contando com rios ou lagos subterrâneos. É esta água que está armazenada que deve ser distribuída?, argumentou. ?A Paraíba e o Rio Grande do Norte também têm água suficiente?, completou. (OR)

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