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Alckmin aceita Cavalcante s� por tr�s meses

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LUIZA BARREIROS A Secretaria de Administração Penitenciária do Estado de São Paulo confirmou ontem ter recebido autorização do governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP) para receber o ex-tenente-coronel PM Manoel Francisco Cavalcante em uma das celas do presídio de segurança máxima de Presidente Bernardes, no interior do Estado. Pelo acordo feito entre o Poder Judiciário de Alagoas e o de São Paulo, Cavalcante, condenado como líder da ?gangue fardada?, deverá ficar por 90 dias no presídio, sendo mantido sob o Regime Disciplinar Diferenciado (RDD). Ao aceitar receber Cavalcante em São Paulo, Alckmin atendeu a um pedido feito pelo governador Ronaldo Lessa (PDT), com quem falou, por telefone, na noite de segunda-feira. O prazo de 90 dias poderá ser ampliado, dependendo de uma avaliação feita pelo juiz do Departamento Técnico de Apoio ao Serviço de Execuções Criminais (Decrim-7) de São Paulo, Miguel Marques e Silva, corregedor dos presídios paulistas. A ampliação também dependerá de uma nova autorização do governo paulista. Até o início da noite de ontem, Cavalcante permanecia preso na carceragem da Superintendência da Polícia Federal de São Paulo, para onde foi levado no último dia 11, quando sua entrada no presídio de Presidente Bernardes foi impedida pelo governo paulista. Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria de Administração Penitenciária, caberia à Polícia Federal fazer a transferência de Cavalcante para Presidente Bernardes, mas até o início da noite de ontem, isso ainda não havia acontecido. Ainda segundo a assessora Rosângela Sanches, a transferência poderia ocorrer a qualquer hora do dia ou da noite, mas a expectativa é de que fosse concretizada apenas hoje. Cavalcante foi transferido de Alagoas em janeiro, depois que o Tribunal de Justiça do Estado concluiu uma investigação que teria comprovado que ele vinha tendo regalias no Presídio Baldomero Cavalcanti, de onde continuaria a comandar o crime organizado e estaria planejando o assassinato de dois juízes. Sua saída de Maceió aconteceu há quase um mês, em 25 de janeiro, quando Cavalcante foi levado provisoriamente para Salvador (BA), supostamente para evitar que um plano de fuga fosse colocado em prática. No dia 11 de fevereiro, depois que a Justiça de São Paulo acatou o pedido feito pelo juiz da Vara de Execuções Penais de Maceió, Jamil Amil de Hollanda Ferreira, Cavalcante foi transferido para São Paulo, mas acabou sendo barrado na porta do presídio de Presidente Bernardes. A justificativa apresentada pelo secretário de Administração Penitenciária de São Paulo, Nagashi Furukawa, foi de que ele não poderia ser recebido no presídio por tempo indeterminado. O prazo foi inicialmente limitado em 360 dias e depois reduzido para apenas 90, como estratégia do Judiciário para evitar que o preso fosse devolvido para Alagoas. O presídio de Presidente Bernardes foi o primeiro do Brasil a ter bloqueadores de celulares. Com 160 vagas, além de ter número reduzido de presos ? o que facilita o controle ? a penitenciária se diferencia das outras pelo alto padrão de tecnologia e pela forma de tratamento dado ao preso. O detento não pode ter contato físico com outra pessoa, nem mesmo advogados e familiares. Outra característica do presídio é possuir circuito interno de TV garantindo vigilância 24h. Detectores de metais também fazem parte do arsenal de segurança contra presos perigosos.

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