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Bancada de Alagoas se re�ne hoje com Severino

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ODILON RIOS Deputados federais de Alagoas se reúnem hoje às 10 horas, pela primeira vez, com o presidente da Câmara, Severino Cavalcanti (PP-PE). O encontro contará com a presença de representantes do setor sucroalcooleiro alagoano e tem por objetivo debater a equalização do preço da cana-de-açúcar, um subsídio de R$ 400 milhões cobrado pelos empresários da agroindústria canavieira do Nordeste para compensar os custos de produção da atividade na região, que são mais altos do que no Sul e Sudeste. Oito dos nove deputados confirmaram presença na reunião, menos José Thomaz Nonô (PFL), que está nos Estados Unidos realizando exames médicos. Helenildo Ribeiro (PSDB), Givaldo Carimbão (PSB), João Caldas (PL), João Lyra (PTB), Benedito de Lira (PP), Jurandir Bóia (PSB), Olavo Calheiros (PMDB) e Rogério Teófilo (PPS) vão ao encontro, segundo informaram suas assessorias. Segundo o presidente do Sindicato das Indústrias de Açúcar e Álcool de Alagoas, Pedro Robério, o mecanismo da equalização, como chamou em seu discurso que profere hoje ao presidente da Câmara, será ?apenas para custos agrícolas?. Ele elaborou uma pauta que será entregue ao presidente da Câmara. De acordo com o deputado federal João Caldas, os empresários alagoanos estão em situação de desvantagem econômica em relação ao restante do País. ?Nosso custo de produção é alto e não temos competitividade?, avaliou. Segundo ele, no Sudeste, as terras para a produção de cana-de-açúcar são mais férteis e a produção é mecanizada. ?Em Alagoas, produzimos 60 toneladas por hectare de cana; no Sudeste, são 190 por hectare. Por isso, os produtores nordestinos precisam do subsídio?, disse, lembrando que o presidente da Câmara se dispôs a dar apoio total e irrestrito ao segmento. ?É uma bandeira que ele [Severino] e Renan [presidente do Senado] agarraram?, completou. Ainda segundo Caldas, além da equalização da cana-de-açúcar, outros assuntos de interesse do Estado de Alagoas serão debatidos com o presidente da Câmara. ?Da próxima vez, vamos falar sobre o Canal do Sertão, o Centro de Convenções, a refinaria de petróleo e o Porto de Maceió?, afirmou. Além de Caldas, participam da Mesa Diretora da Câmara os alagoanos José Thomaz Nonô (primeiro vice-presidente) e Givaldo Carimbão (quarto suplente de secretário). Ontem, segundo Caldas, a Mesa Diretora da Câmara se reuniu em um café da manhã, na casa de Severino Cavalcanti, mas foi para tratar de assuntos administrativos. O articulador da reunião entre o presidente da Câmara e os deputados alagoanos foi Benedito de Lira, coordenador da bancada do Estado. Na visão dele, a equalização ?não é nenhum favor do governo federal, mas um dinheiro que o governo deve aos produtores de açúcar e álcool?. Na avaliação dele, o débito do governo federal com os produtores ultrapassa os R$ 600 milhões. O deputado federal Rogério Teófilo preferiu considerar o encontro de hoje como uma visita do setor produtivo alagoano ao novo presidente da Câmara. Ainda assim, Teófilo não declarou estar contra a proposta. ?Tudo o que for bom para o nosso exportador, será bom para o nosso Estado?, argumentou.

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