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SANEAMENTO

LITORAL NORTE: GOVERNO VAI INVESTIR R$ 200 MI PARA CONTER POLUIÇÃO

Seinfra prevê ainda a construção de três estações de tratamento, 20 estações elevatórias e mais de 692 metros de emissário submarino

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Todo o trabalho na região vem sendo acompanhado de perto pelo secretário Rui Palmeira
Todo o trabalho na região vem sendo acompanhado de perto pelo secretário Rui Palmeira -

Um dos destinos mais belos do Estado, o litoral Norte, enfrenta graves problemas de poluição de rios. O enfrentamento da situação está feito com o investimento de recursos em saneamento básico e abastecimento. Em Maragogi, serão investidos mais de R$ 200 milhões para a construção de 92 km de rede coletora .

Quem informou foi a Secretaria Estadual de Infraestrutura (Seinfra) que prevê ainda a construção de três estações de tratamento, 20 estações elevatórias e mais de 692 metros de emissário submarino.

Todo o trabalho na região vem sendo acompanhado de perto pelo secretário da pasta, Rui Palmeira. Ele adiantou que 30% do projeto já foi executado e que quando for finalizado vai beneficiar pouco mais de 90 mil alagoanos com o melhoramento da infraestrutura em cinco cidades da região.

“No litoral Norte, as obras de saneamento e abastecimento já foram iniciadas e vão atender Maragogi, Japaratinga, São Miguel dos Milagres, Porto de Pedras e Passo de Camaragibe. Especificamente em Maragogi, estão bem adiantadas, e vão beneficiar cerca de 90 mil alagoanos nos cinco municípios, de maneira direta, além de atender as demandas do trade turístico e gerar mais emprego e renda na região”, detalhou Palmeira.

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As obras são aguardadas há décadas pela população, o trade turístico da região e investidores. Elas são consideradas decisivas para que expansão do mercado imobiliário, com a chegada de novos empreendimentos, possa ocorrer de forma ordenada respeitando a natureza, para que seja aliada no processo de crescimento da região.

Afinal, esse é o maior atrativo para quem vive, investe e visita o litoral Norte. Sem falar que com o enfrentamento à poluição, os pescados e mariscos também terão mais qualidade de consumo pela população local e visitantes.

PREOCUPAÇÃO

Dados apurados por pesquisadores da Ufal, ICMBio, projeto Terramar e Giz Alemanha confirmam as suspeitas de todos depois de anos de exploração da natureza na região. Sua beleza se mistura com a exploração da terra com o plantio de cana e outras culturas. O uso indiscriminado de agrotóxicos, a ocupação urbana sem critérios e infraestrutura agora revelam sua face: a contaminação.

Os pontos críticos estão nos rios da Área de Proteção Ambiental (APA) Costa dos Corais. As amostras e os flagrantes ocorreram nos leitos dos rios Santo Antônio, Manguaba e Camaragibe.

Assim que soube do relatório, o secretário de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Gino César, informou que vai levar o assunto para a reunião do Conselho Estadual de Proteção Ambiental (Cepram).

“Irei pautar essa questão da contaminação das águas da região hidrográfica do litoral Norte, com foco nas bacias dos rios Santo Antônio, Camaragibe e Manguaba. Vamos construir uma ação conjunta com o IMA, secretarias municipais de Meio Ambiente e outros órgãos de Estado”, adiantou Gino.

O secretário acredita ser possível articular uma ação “transversal” de fiscalização para punir os responsáveis pela poluição e também para deixar claro que o modelo de exploração predatória deve ser superado. “A sustentabilidade é a ‘pedra angular’ para o desenvolvimento socioeconômico de Alagoas”, defendeu Gino.

A Semarh já realizou o levantamento de 150 outorgados na região que agora serão fiscalizados de forma presencial. O objetivo é verificar se estão cumprindo o que é previsto nas outorgas. Além disso, agosto será marcado pela fiscalização da área para que sejam identificados possíveis usuários irregulares.

O Instituto do Meio Ambiente de Alagoas quer conhecer os detalhes apurados pelos pesquisadores. Na próxima semana será feito o contato com a Universidade Federal de Alagoas em busca de maiores informações.

Em nota encaminhada à redação, o órgão disse que pretende, assim que tomar conhecimento, “adotar as medidas administrativas de fiscalização e monitoramento”.

O objetivo é sanar os possíveis danos ambientais da região e traçar estratégias que contenham a poluição e provoquem também a mudança de comportamento dos moradores da região.

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