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GOVERNO AINDA BUSCA IDENTIFICAR CAUSAS DO APAGÃO DE TERÇA-FEIRA

Ministro das Minas e Energia admite que problema começou em linha da Eletrobras

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Imagem ilustrativa da imagem GOVERNO AINDA BUSCA IDENTIFICAR CAUSAS DO APAGÃO DE TERÇA-FEIRA
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O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou ontem que o apagão de terça que afetou 25 estados e o Distrito Federal começou em uma linha da Chesf, subsidiária da Eletrobras na região Nordeste.

“O evento zero, que iniciou esse processo, se deu na linha de Quixadá-Fortaleza, no estado do Ceará. Uma linha da Chesf, da Eletrobras. Foi um evento considerado, a princípio, de pequena magnitude”, afirmou Silveira.

“Ele isoladamente, como dissemos ontem, não era suficiente para causar o colapso do sistema como um todo. Mas por um erro de programação a linha “abriu” [deixou de receber energia] e levou uma série de falhas.”

Segundo Silveira, a própria Chesf já admitiu que o evento se iniciou ali.

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No dia anterior, Silveira havia dito que o incidente foi gerado após uma sobrecarga no Ceará, mas evitou confirmar que a linha era do grupo Eletrobras.

Na manhã desta quarta, o ministro Rui Costa (Casa Civil), destacou que já havia sinalização de um problema dessa natureza.

“Foi erro técnico, falha técnica, precisa identificar o que foi que aconteceu. Espero que o mais rápido possível consigamos dizer à sociedade”, afirmou em entrevista ao programa Bom Dia, Ministro --da EBC (Empresa Brasil de Comunicação).

O dia foi movimentado na porta do ministério. Políticos do Norte e Nordeste marcaram presença no MME. O deputado Danilo Fortes (União-CE), conhecido como defensor das renováveis, especialmente eólicas, que são fortes no seu estado, veio se inteirar da situação. Especialistas chegaram a cogitar que uma sobrecarga de energia eólica havia levado ao apagão. o que foi descartado pelo ministro na coletiva realizada na terça.

O senador Omar Aziz (PSD-AM) veio tratar da expansão do uso do gás na região Norte. Segundo ele, a região tem opções que precisam ser melhor exploradas para garantir mais segurança energética. A governadora do Rio Grande do Norte Fátima Bezerra (PT) também teve agenda no ministério.

Representantes do segmento de térmicas aproveitaram a queda no fornecimento de energia para defender essa modalidade de geração como um importante seguro apagão.

RELATÓRIO

As principais autoridades do sistema elétrico brasileiro continuam tentando identificar as causas e os reflexos do apagão energético.

Segundo o governo federal, o problema pode ter começado devido à ocorrência de dois eventos simultâneos: um no Ceará e outro em um ponto do sistema ainda não identificado. No Ceará, a ocorrência causou uma falha operacional, afetando a interligação da rede entre as regiões Norte e Sudeste, que gerou uma reação em cadeia, forçando a interrupção do fornecimento energético para as regiões Sul e Sudeste como forma de evitar maiores danos ao sistema.

De acordo com o ONS, a interrupção do serviço começou por volta das 8h31 de terça-feira, em quase todo o país, e o fornecimento de energia só foi restabelecido às 14h49. O operador deve apresentar um relatório preliminar sobre as prováveis causas do problema até hoje.

O Ministério da Justiça informou que recebeu o pedido oficial de investigação do MME e, ainda nesta quarta-feira, encaminha à Polícia Federal.

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