app-icon

Baixe o nosso app Gazeta de Alagoas de graça!

Baixar
Nº 5756
Política

BOLSONARO E MICHELLE FICAM EM SILÊNCIO DURANTE DEPOIMENTO

O ex-presidente da República Jair Bolsonaro e a ex-primeira dama Michelle Bolsonaro ficaram calados durante depoimento à Polícia Federal ontem, em Brasília.A polícia investiga o desvio e a venda de presentes dados por autoridades estrangeiras a representa

Por Agência Brasil | Edição do dia 01/09/2023 - Matéria atualizada em 01/09/2023 às 04h00

O ex-presidente da República Jair Bolsonaro e a ex-primeira dama Michelle Bolsonaro ficaram calados durante depoimento à Polícia Federal ontem, em Brasília.

A polícia investiga o desvio e a venda de presentes dados por autoridades estrangeiras a representantes do Estado brasileiro durante o governo do ex-presidente.

A PF optou por oito depoimentos ao mesmo tempo para evitar combinações de versões dos fatos.

Em Brasília, além de Bolsonaro e Michelle, a lista dos depoentes, inclui o tenente-coronel Mauro Cid, o general da reserva Mauro Cesar Lourena Cid, pai de Mauro Cid, o tenente do Exército Osmar Crivelatti, o coronel da reserva Marcelo Câmara e o advogado Fabio Wajngarten.

Em São Paulo, antes de depor, por videoconferência, o advogado Frederick Wassef afirmou ser vítima de fake news e que jamais cometeu alguma irregularidade.

A defesa de Bolsonaro e Michelle usou parecer da Procuradoria-Geral da República para justificar o silêncio. Segundo o documento, a PGR entende que o Supremo Tribunal Federal não tem competência para receber e julgar o caso.

O ex-presidente e a ex-primeira dama deixaram a sede da PF ao meio-dia.

Os depoimentos desta quinta-feira são para esclarecer a atuação de uma associação criminosa na prática dos crimes de peculato e lavagem de dinheiro.

Alguns dos presentes dados pelos governos do Bahrein e Arábia Saudita a Bolsonaro, em 2021, teriam sido vendidos nos Estados Unidos.

Segundo a PF, os valores dessas vendas foram convertidos em dinheiro em espécie e entraram no patrimônio pessoal dos investigados, por meio de outras pessoas, como “laranjas”, e sem utilizar o sistema bancário.

Mais matérias
desta edição