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“Ronald�zio” tamb�m j� chegou � Casal

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O Conselho Administrativo da Companhia de Saneamento e Abastecimento D?Água de Alagoas (Casal) empossou ontem dois novos diretores indicados pelo governador Ronaldo Lessa. O contador Carlos Chagas assumiu a diretoria financeira da empresa e Marcos Lopes, a diretoria de Planejamento. As mudanças também estão ligadas ao recente ?ronaldízio? realizado pelo governo. Carlos Chagas estava ocupando a presidência do Laboratório Industrial Farmacêutico de Alagoas (Lifal), e foi substituído por Marcos Omena, dentro da negociação feita pelo governo com o PL, responsável pela indicação. Antes da Casal, Chagas ocupou cargos de direção financeira ou administrativa na Cohab, Carph e na Secretaria de Educação. Foi também secretário adjunto da Célula de Desenvolvimento Humano durante alguns dias no ano passado, até assumir o Lifal. Marcos Lopes assume o lugar de José Rubens de Moraes na Diretoria de Planejamento. Ele fazia parte da equipe da prefeita Kátia Born (PSB) na prefeitura de Maceió, onde ocupava o cargo de secretário adjunto de Infra-Estrutura. O interessante é que, mais uma vez, o ?ronaldízio? na Casal atinge o Tribunal de Contas do Estado: José Rubens assumiu ontem a diretoria-geral do TC, substituindo no cargo Nilton Lins, que assumiu a diretoria no Tribunal depois de ter saído da Casal. Durante a reunião do Conselho Administrativo, o presidente da Casal, Fernando Souza, demonstrou preocupação com a dívida de R$ 55 milhões que a empresa tem com o Funcasal, o fundo de previdência dos servidores do órgão. Segundo ele, é preciso empenho político do governador Ronaldo Lessa para conseguir que a Secretaria de Previdência Complementar do governo federal autorize o parcelamento da dívida em 30 anos. Por lei, o parcelamento só poderia ser feito em 20 anos, mas a Casal alega não poder pagar a prestação de R$ 430 mil. Se não fizer o parcelamento, o governo poderá decretar intervenção no fundo, prejudicando os servidores. Com a empresa em estado pré-falimentar, a atual diretoria da Casal tem como desafio tentar negociar uma dívida de R$ 640 milhões. Também são desafios a redução de custos e o aumento do faturamento. (LB)

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