Política
Rebelo cobra posi��o do PT sobre disputa pelo cargo
Agência Nordeste Brasília - O ministro da Articulação Política, Aldo Rebelo, cobrou ontem do presidente nacional do PT, José Genoino, uma posição oficial do partido sobre sua permanência no cargo. Incomodado com as constantes declarações de lideranças petistas que pregam o retorno de um nome do partido para a coordenação política de Lula, Rebelo disparou ontem pela manhã um telefonema para Genoino. O ministro iniciou a conversa deixando claro que não tem apego ao cargo e que, se o PT achasse necessário o seu afastamento, ele não seria um empecilho. Rebelo ponderou que o saldo do seu trabalho frente ao Ministério é positivo, citando que no ano passado todos os projetos de interesse do governo foram aprovados pelo Congresso Nacional, apesar das turbulências políticas. O ministro assumiu o cargo em meio à crise envolvendo o ex-assessor do ministro da Casa Civil, José Dirceu, Waldomiro Diniz. Na época, Diniz acabou demitido e Dirceu remanejado. Força política Interlocutores de Aldo Rebelo revelam que ele não teve a intenção de demonstrar força política com o telefonema, mas apenas de evitar que a discussão sobre sua permanência no governo se dê diariamente pela imprensa. Rebelo, afirmam pessoas próximas, já age desta forma com relação às críticas de parlamentares a membros do Planalto e não seria diferente agora que elas o envolvem. O presidente nacional do PT, José Genoino, está no Uruguai e não foi encontrado para comentar a conversa. Ele teria afirmado a Rebelo que o partido não tem uma posição oficial sobre sua permanência no cargo e concluído com a seguinte afirmação: ?Nós trabalhamos juntos?. No último final de semana, uma entrevista do secretário-geral do PT, Sílvio Pereira, a uma revista semanal, no entanto, provocou mais desconforto. Pereira defende abertamente que a coordenação política volte a ser comandada por um petista.