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MOVIMENTOS POPULARES PROMOVEM 29ª EDIÇÃO DO GRITO DOS EXCLUÍDOS

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Movimentos populares e organizações sociais de Alagoas participam, nesta quinta-feira (7), da 29ª edição do Grito dos Excluídos e Excluídas. Pelas redes sociais, eles convocaram a concentração para as 9h, na Praça Sinimbu, no centro de Maceió, de onde devem seguir em marcha pelas ruas.

Este ano, o lema escolhido pelos organizadores foi ‘Vida em primeiro lugar! Você tem fome e sede de quê?’. Estão previstas atividades semelhantes em todo o Brasil, mobilizando pessoas ligadas à sociedade civil organizada que lutam por justiça social.

Os movimentos querem chamar a atenção para o problema da fome, que voltou a atingir grande parcela da população brasileira. Relatório divulgado em julho pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) confirmou a piora dos indicadores de fome e insegurança alimentar no Brasil no ano passado.

Segundo a FAO, em 2022, 70,3 milhões de pessoas estiveram em estado de insegurança alimentar moderada, que é quando têm dificuldade para se alimentar. O levantamento também mostra que 21,1 milhões de pessoas no país passaram por insegurança alimentar grave, caracterizada por estado de fome.

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A maioria das ações ocorrem na semana do 7 de Setembro, com o objetivo de mobilizar as pessoas para a luta por seus direitos, na denúncia das injustiças e violências, valorizando a vida e na busca de um mundo com justiça social.

A proposta do Grito das Excluídas e Excluídos surgiu em 1994, a partir do processo da 2ª Semana Social Brasileira da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), cujo tema era Brasil, alternativas e protagonistas, inspirada na Campanha da Fraternidade de 1995, com o lema: A fraternidade e os excluídos.

Entre as motivações que levaram à escolha do dia 7 de setembro para a realização do Grito dos/as Excluídos/as estão a de fazer um contraponto ao Dia da Independência.

O primeiro Grito das/os Excluídas/os foi realizado em 7 de setembro de 1995, tendo como lema ‘A vida em primeiro lugar’, e ecoou em 170 localidades. A partir de 1996, o Grito foi assumido pela CNBB que o aprovou em sua Assembleia Geral, como parte do PRNM (Projeto Rumo ao Novo Milênio).

Os organizadores dizem que a proposta não só questiona os padrões de independência do povo brasileiro, mas ajuda na reflexão para um Brasil que se quer cada vez melhor e mais justo para todos. Assim, é um espaço aberto para denúncias sobre as mais variadas formas de exclusão.

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