Política
ARAPIRACA: PREFEITURA MONTA AÇÕES PARA CASO DE DESASTRES NATURAIS
Origem de abalos sísmicos permanece desconhecida e motivou a elaboração de estratégias e ações preventivas
A prefeitura de Arapiraca está montando um Plano de Contingência para não ser surpreendida em casos de desastres naturais. Neste momento, o plano foca em áreas próximas ao epicentro dos tremores de terra que assustam a maioria dos 234.696 habitantes do município. A informação foi confirmada pelo secretário de Ordem Pública de Arapiraca, coronel Enio Bolivar, na reunião que manteve com as direções das coordenações de Defesa Civil Estadual e municipal.
“O plano objetiva as ações que as coordenações de Defesa Civil devem adotar diante de desastres ou de possível agravamento abalos. Estamos com trabalho preventivo, porém até este momento não temos indicativo de agravamento do fenômeno”, tranquilizou o secretário.
Ele explicou também que a convocação do coordenador estadual de Defesa Civil, coronel Moisés Melo, para ajudar na elaboração do Plano de Contingência foi no sentido de orientar ou corrigir detalhes do Plano Municipal para socorrer a população diante de possíveis casos de desastres naturais. “Este Plano de Contingência ganhou mais importância agora com os tremores de terra. Precisamos dessa orientação da Defesa Civil para entender o que está acontecendo, inserir medidas em nosso Plano, promover ações planejadas e coordenadas em caso de necessidade para proteger a população”.
Ao ser questionado se havia informação a respeito do risco de colapso na região dos tremores de terra, o secretário Enio Bolivar novamente tranquilizou a população. “A princípio não temos indicativos de risco. As causas dos abalos sísmicos ainda estão em fase de estudos. Os especialistas monitoram e tentam decifrar o que está causando os abalos”.
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EQUIPAMENTOS
A Coordenação de Defesa Civil de Arapiraca recebeu uma ajuda importante para monitorar os abalos sísmicos que assustam a população do Agreste. Os equipamentos que serão utilizados são os mesmos que monitoram as 35 minas de sal-gema da Braskem com risco de colapso nos bairros do Pinheiro, Mutange, Bebedouro, Bom Parto e num pequeno trecho do Farol. As minas estão desativadas e sendo tamponadas.
“Poucas Defesas Civis no Brasil têm recursos tecnológicos para monitorar a movimentação de placas tectônicas. Por isto, a cooperação das Defesas Civis Estadual e de Maceió que tem os equipamentos é fundamental neste momento vivido em Arapiraca”, disse o coordenador municipal Lindomar Ferreira.
A instalação dos equipamentos está prevista para a segunda quinzena deste mês. Eles estarão instalados em pontos próximos ao epicentro, no Vale da Perucaba, na região de Olho d’Água dos Cazuzinhas, em Arapiraca. Nessa área há três conjuntos habitacionais populares.
A boa notícia é que, até o fechamento desta edição, o laboratório sismológico da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, o Serviço Geológico do Brasil e também os pesquisadores em Geologia da Universidade Federal de Alagoas não registraram novos tremores de terra significativos em Arapiraca.