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Corintho Campelo vai mesmo para Alg�s

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LUIZA BARREIROS Por enquanto, o grande mérito do governador Ronaldo Lessa no PDT tem sido acomodar nomes do partido no governo. Ontem, o governador em exercício, Luis Abílio, anunciou, após despacho com o governador Ronaldo Lessa, que o ex-secretário de Economia Solidária, Trabalho e Renda e dirigente pedetista, Corintho Campelo da Paz, será o novo presidente da Algás, em substituição a Gerson Fonseca. O cargo foi exigido pelo novo partido do governador, que já havia indicado para a Secretaria de Turismo Eugênio Sampaio, filho do presidente do partido, Geraldo Sampaio. A indicação política de Corintho Campelo contraria o setor produtivo do Estado, que havia encaminhado carta ao governador Ronaldo Lessa pedindo a manutenção do engenheiro Gérson Fonseca no cargo, por considerar danoso para a empresa que ela seja conduzida com interesses políticos. A carta ? assinada pelos presidentes das federações da Indústria, José Carlos Lyra de Andrade; da Agricultura e Pecuária, Álvaro Arthur Lopes de Almeida; do Comércio, Canuto Medeiros, e das Câmaras de Dirigentes Lojistas, Roberval Cabral, além do presidente da Associação Comercial de Maceió, Sérgio Papini ? destacava o ?excelente trabalho? desenvolvido por Gérson Fonseca na empresa e ?a impecável conduta?, ?competência? e ?cordialidade? no trato com as empresas no Estado. A direção da Braskem, maior cliente da Algás, também havia pedido a manutenção de um técnico na direção da Algás. Na avaliação dos empresários, a presença de um político na empresa afugentará investimentos dos dois acionistas da Algás, com o Estado: a Petrobras e a Gaspart. Para 2005, a previsão é de que os investimentos sejam de R$ 9 milhões. Mas não adiantaram os apelos: de acordo com o governo, o Estado, como sócio majoritário da empresa, indica a nomeação do presidente e submete a indicação ao referendo do Conselho de Administração da Algás, que reúne os acionistas e analisa a nomeação do governador. Extraordinária Outros nomes anunciados ontem pelo governo para ocupar duas das 47 secretarias de Estado de Lessa foram o da empresária e ex-secretária de Turismo do governo Manoel Gomes de Barros, Thereza Lyra, e o da ex-secretária de Turismo Patrícia Mourão. Ambas assumirão Secretarias Extraordinárias. Thereza Lyra, filha do deputado federal João Lyra (PDT), organizará um escritório do Estado em São Paulo, onde ela mora, e terá como principal função ser interlocutora da Secretaria Coordenadora de Desenvolvimento Econômico, para abrir e encaminhar pautas ao setor produtivo nacional. Já Patrícia Mourão ? que saiu insatisfeita da Secretaria de Turismo ? terá a missão de coordenar e acompanhar a execução de projetos especiais, a exemplo dos memoriais em homenagem a Zumbi dos Palmares e à República.

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