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Disputa por comiss�es divide base aliada de Lessa

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MARCOS RODRIGUES A discussão para montagem das Comissões Permanentes da Assembléia Legislativa de Alagoas (ALE) está criando divisões na base aliada do governo. Depois da indicação dos líderes dos partidos, a disputa continua para a indicação dos participantes. O motivo da discórdia é o desejo do governo de manter o comando das principais comissões, porém sem os atuais presidentes. A falta de entendimento entre os líderes esvaziou o plenário ontem. Poucos deputados compareceram à Assembléia. Um dos ?imbróglios? políticos está na presidência da Comissão de Orçamento (CO). O atual presidente, deputado Marcos Ferreira (PSB), tenta se manter no comando, mas esse não é o desejo do governador Ronaldo Lessa (PDT). Segundo fontes do governo, o desejo de Lessa é que a comissão tenha como presidente o deputado João Beltrão (PMDB), por causa de sua fidelidade ao governador. Na semana passada, o próprio deputado Marcos Ferreira havia confirmado o interesse de permanecer onde está. Na ALE ele continua com esse respaldo. O problema é com os aliados do governador. O desconforto começou ano passado, quando Ferreira votou contra o governo e defendeu que sua comissão ganhasse mais poderes. Durante as discussões para a votação do Orçamento de 2005, o deputado defendeu que o governo só pudesse remanejar até 2,5% dos recursos aprovados. Até o Orçamento de 2004, o Executivo podia dispor de até 10% para fazer modificações. Depois dos entendimentos, Lessa só poderá deslocar recursos até 5% do Orçamento. Esse fato retirou Ferreira da lista dos ?confiáveis? do Palácio. O recado, entretanto, não foi dado pelo governador Ronaldo Lessa e sim por seu fiel escudeiro Wellisson Miranda. Mantendo o seu estilo ?bombástico?, Miranda defendeu a saída de Ferreira do PSB, antigo partido do governador. Todas as conversas que vêm norteando as indicações dos membros e presidentes das comissões têm ocorrido fora da Assembléia. O objetivo é evitar o assédio dos jornalistas. A GAZETA tentou ouvir os envolvidos nas articulações, mas todos optaram pelo ?pacto do silêncio?. Apenas o deputado Paulo Fernando dos Santos (PT) adiantou que se articula para participar das principais comissões e presidir a de Direitos Humanos. Segundo o petista, os bastidores das indicações escondem o desejo do governo de não perder o controle do Legislativo. Para Paulão, o problema das indicações ocorre por causa do número de aliados. ?Estamos no bloco, mas tem muita gente?, observou o deputado do PT.

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