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Biosseguran�a: s� um deputado alagoano votou contra o projeto

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MARCOS RODRIGUES A votação histórica do projeto de Biossegurança, na última quarta-feira, na Câmara dos Deputados, contou com a participação da maioria da bancada alagoana. A sessão que avançou pela noite, foi presidida pelo deputado federal José Thomaz Nonô (PFL). O único a votar contra o projeto foi o deputado Givaldo Carimbão (PSB). Nonô não votou, segundo sua assessoria, por ter assumido o comando da votação. Mas seu partido, o PFL, já havia se manifestado favorável ao projeto. Somente em caso de empate na votação é que ele daria o voto decisivo. O texto aprovado no Congresso Nacional libera o plantio e a comercialização da soja transgênica e pesquisas com células-tronco retiradas de embriões humanos, abrindo caminho para a medicina moderna. O deputado Givaldo Carimbão votou contra a proposta por convicções religiosas. Católico praticante, o parlamentar seguiu a posição da igreja, que é contra. ?Voto com a igreja. O caminho que ela seguir, eu vou?, disse o parlamentar, por meio de sua assessoria em Brasília. Carimbão integra a ?bancada católica? na Câmara. O coordenador da bancada alagoana, deputado Benedito de Lira (PP), acompanhou todas as discussões antes da votação. Ontem, sua assessoria não sabia confirmar qual foi a sua posição. A dúvida quanto ao seu voto é porque Lira tinha uma reunião no mesmo horário da votação e poderia ter se ausentado do plenário. A GAZETA entrou em contato com a assessoria da Mesa Diretora e obteve a informação de que o deputado do PP registrou sua presença em plenário. Como a votação foi secreta, não foi possível identificar sua posição. Até o fechamento desta edição, Benedito de Lira não havia sido localizado para declarar seu voto. Segundo sua assessoria, ele estava em trânsito, a caminho de Alagoas. Senado O texto do projeto aprovado na Câmara dos Deputados já havia sido aprovado no Senado, onde recebeu emendas e virou um substitutivo. O deputado Olavo Calheiros (PMDB) avaliou a aprovação como um ?passo importante para a ciência no País?. Irmão do senador Renan Calheiros (PMDB), atual presidente do Senado, ele fez questão que dizer que votou de acordo com o texto enviado pelo Senado. Para o médico e deputado federal Jurandir Bóia (PSB), a votação entrará para a História. ?Foi histórico porque isso representa um grande avanço para a humanidade. É algo que vai ajudar a muitas pessoas com problemas graves de doenças degenerativas?, destacou Jurandir. O quarto secretário da Mesa Diretora, deputado João Caldas (PL), também votou favorável. ?Votei favorável porque sou pela vida e pelo desenvolvimento da teconologia?, disse Caldas. Disciplina O deputado Rogério Teófilo (PPS) não foi localizado para confirmar o seu voto. Mas, como é um parlamentar considerado disciplinado, deve ter votado segundo a orientação do partido. No site do PPS está registrada a posição da legenda em defesa do projeto. Esse é o caso do deputado Helenildo Ribeiro (PSDB). Seguindo a orientação da bancada tucana, ele votou favorável à matéria. Sua posição foi confirmada por sua assessoria. O deputado federal João Lyra (PTB) também seguiu a orientação do partido e votou favorável ao texto na íntegra. Para esta votação, a bancada alagoana não se articulou com antecedência. Por se tratar de uma matéria polêmica, a discussão ficou com as lideranças dos partidos.

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