Política
Adiada v�rias vezes, reforma ser� enviada � C�mara at� o fim do m�s
MARCOS RODRIGUES A prometida e várias vezes adiada reforma administrativa da Prefeitura de Maceió deve ser enviada à Câmara de Vereadores até o fim deste mês. A informação foi dada ontem pelo secretário de Planejamento, Elionaldo Magalhães. Segundo Magalhães, a reforma já vem sendo implementada em caráter experimental dentro dos respectivos órgãos do governo e serviu para apresentar como a máquina administrativa reagirá às alterações. Magalhães justificou que o processo de alteração administrativa que modificará o organograma funcional da Prefeitura não poderia ser apresentado sem o reconhecimento de seus impactos. Na prática estão sendo verificados onde se pode economizar e dinamizar a gestão. ?A Câmara Municipal receberá o texto até o final do mês. Considero que o processo está adiantado. O projeto será encaminhado para as discussões pelo prefeito Cícero Almeida?, disse o secretário. Comissionados O eixo central da reforma administrativa envolve o corte de cargos e secretarias. Realizando fusões de órgãos e remanejamentos, o Executivo espera deixar a máquina como o proposto na campanha. À época, Almeida acreditava ser capaz reduzir pela metade o número de cargos em comissões. Uma outra referência era quanto ao número de órgãos. Hoje, segundo, assessores do prefeito, em todos os órgãos do governo existem problemas estruturais. A situação é atribuída por eles como ?herança da gestão anterior?. Somente com as alterações que serão encaminhadas à Câmara Municipal é que a situação se normalizará, dizem. Acordos No Legislativo municipal, a demora no envio da mensagem da reforma serviu para as articulações. Os vereadores governistas aproveitaram para preparar o terreno visando garantir a governabilidade de Almeida. O primeiro passo foi dado com a eleição do presidente da Mesa Diretora, vereador Arnaldo Fontan (PFL). Além de Fontan, Almeida pode contar com 15 votos fiéis na Casa. A montagem das Comissões Permanentes favoreceu o prefeito. Os principais postos foram ocupados por vereadores de sua base. É nas comissões que o projeto de reforma será analisado e receberá parecer favorável. Pelo menos essa é a tendência, já que apenas seis vereadores se colocam como integrantes do ?bloco de oposição?. O número pode até diminuir caso o PT puna com o afastamento o vereador Diogo Gaia (PT). Se isso ocorrer ele vai de vez para o governo, com quem já se aliou para garantir vaga nas Comissões Permanentes. Na Câmara, os únicos a cobrar o projeto de reforma são os vereadores de oposição. O líder do bloco opositor, vereador Judson Cabral (PT) é um dos que mais cobram detalhes. Ele considera que a reforma alterará toda a estrutura e precisa ser debatida. O petista teme que se atropelem os interesses dos trabalhadores que serão atingidos pelos cortes de secretarias. Na opinião de Judson, as informações antecipadas mobilizariam os setores envolvidos.