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Política

NETANYAHU E OPOSIÇÃO ANUNCIAM ‘GOVERNO DE EMERGÊNCIA’ EM ISRAEL

Primeiro-ministro se une ao principal opositor e forma gabinete de guerra para combater o Hamas

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Imagem ilustrativa da imagem NETANYAHU E OPOSIÇÃO ANUNCIAM ‘GOVERNO DE EMERGÊNCIA’ EM ISRAEL
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O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e o líder da oposição, Benny Gantz, anunciaram ontem um governo de emergência de coalizão que passará a governar o país durante os conflitos com o Hamas. Netanyahu disse ainda que formou um gabinete de guerra.

Gantz é um dos principais adversários político de Netanyahu, que, antes da guerra Hamas x Israel enfrentava a pior crise política de sua carreira, e uma das mais complexas da história de Israel.

“Depois de uma reunião realizada hoje, ambos concordaram em estabelecer um governo de emergência e um gabinete de guerra”, informaram os dois líderes, em um comunicado conjunto.

Outro forte opositor de Netanhyahu, o centrista Yair Lapid, não integra o novo governo, mas estará no gabinete de guerra, segundo o premiê.

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Após o anúncio da formação de governo, o ministro da Defesa de Israel prometeu varrer o grupo militante palestino “da face da Terra” após o ataque mortal no último fim de semana.

Netanyahu e Benny Gantz disseram que concordaram em formar um governo de emergência composto pelos dois líderes e pelo ministro da Defesa, Yoav Gallant.

Netanyahu disse mais tarde, em declarações transmitidas pela televisão, que tinham deixado de lado as suas diferenças “porque o destino do nosso Estado está em jogo”.

“Estamos combatendo um inimigo cruel, pior que o Isis”, disse Netanyahu ao lado de Gantz e Gallant, comparando o ataque do grupo com os assassinatos brutais perpetrados pelo Estado Islâmico.

Gallant, o ministro da Defesa, disse: “Vamos varrer essa coisa chamada Hamas, o Isis de Gaza, da face da Terra. Ela deixará de existir.”

O acordo ocorre em um momento em que a devastação dos ataques terroristas do Hamas no fim de semana está ficando clara: corpos nas ruas, pessoas mortas a tiros em um ponto de ônibus, buracos de bala em muros residenciais. Israel disse que o número de mortos no ataque havia subido para 1.200, e acredita-se que cerca de 150 pessoas tenham sido mantidas como reféns em Gaza.

Havia um medo crescente de que o conflito pudesse se estender: houve troca de tiros ao longo da fronteira norte de Israel com o Líbano e a Síria nos últimos dias, e as forças israelenses disseram que lançaram ataques de retaliação no Líbano nesta quarta-feira, atingindo alvos pertencentes ao Hezbollah, um grupo libanês armado apoiado pelo Irã e aliado ao Hamas.

Israel também intensificou sua retaliação contra o Hamas, lançando mais mísseis nesta quarta-feira contra a Faixa de Gaza, o território costeiro isolado controlado pelo grupo terrorista, onde os temores de um desastre humanitário estavam crescendo.

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