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Governo assegura maioria das comiss�es na ALE

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MARCOS RODRIGUES A arrumação dos partidos que integram o ?bloco da maioria? na Assembléia Legislativa de Alagoas (ALE) garantiu ao governador Ronaldo Lessa (PDT) um bom espaço com os aliados. O governo conta ainda com a ausência de uma liderança que guie o ?bloco da minoria? rumo a posições significativas dentro do Legislativo. A disputa de espaço, mesmo sendo favorável ao Executivo, ajudou a definir quem é oposição. O PPS, que sempre votou com o governo, optou por ficar distante dos governistas. Contando com os deputados Francisco Tenório, Fernando Gaia Duarte e Zé Pedro, a legenda é maioria no grupo que ainda não se assume como oposição. Em seguida vem o PFL, com o recém-filiado Antônio Albuquerque e com o deputado Nelito Gomes de Barros. Albuquerque, segundo fontes da ALE, já se candidatou a integrar a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). O PTB dos deputados Gervásio Raimundo e Temóteo Correia ainda não definiu em quais comissões ocupará espaço. A posição da legenda é semelhante à do PSDB, representado pelo deputado Francisco Carvalho, o Chicão. Como bom tucano, ele submergiu e negocia sozinho. Tarefa semelhante tem o deputado Cícero Amélio, do PMN. Desde que as negociações começaram, ele tem evitado comentar sua estratégia para não ficar de fora das principais comissões. Regimento Os partidos que integram o ?blocão?, formado pelo PT, PP, PSB, PDT, PL e PMDB, contam com o regimento para garantir sobrevivência nas comissões. Segundo o texto, cada partido, mesmo contando com apenas um parlamentar, pode ter representação em até três comissões. Por isso, até a apresentação dos nomes ao presidente Celso Luiz (PSB), cada líder ainda negocia sua entrada nas principais comissões permanentes da casa. Depois que o ?bloco da minoria? definir os nomes dos parlamentares, o presidente da Mesa Diretora da Casa publicará, no Diário Oficial, as composições. Em seguida o deputado com mais idade no grupo, de cada comissão, convoca a eleição entre os indicados, para homologar o nome do presidente da comissão. Garantia O governo garantiu posições privilegiadas em todas as comissões . As negociações de bastidores ainda causam ruídos, mas tudo caminha para o entendimento. Na Comissão de Orçamento e Finanças, a disputa é na própria base. Até agora, os indicados pelo ?blocão? são os deputados Marcos Ferreira (PSB)), Ziane Costa (PMDB) e João Beltrão (PMDB). Ferreira já foi presidente no biênio 2003-2004. Agora o favorito do Palácio dos Martírios é o deputado João Beltrão. Na Comissão de Constituição e Justiça, os indicados são os deputados Sérgio Toledo (PSB), Isnaldo Bulhões (sem partido) e Adalberto Cavalcante (Prona). Não houve divergências internas. O próprio Sérgio Toledo não quis disputar a reeleição. Esse era o caso do deputado Gilberto Gonçalves (PP). Sua permanência seria possível caso não tivesse rompido com o governo no ano passado. Na CFC, as articulações para a escolha do presidente favorecem o deputado Dudu Albuquerque (PSB). Os deputados Paulo Fernando dos Santos (PT) e Maria José Viana (PSB) tendem a continuar na presidência das comissões que ajudaram a criar na ALE. Paulão foi o autor do projeto que criou a Comissão de Direitos Humanos, enquanto Maria José foi a responsável pela criação da Comissão de Legislação Participativa.

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