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Almeida exonera secret�rio que elaborou reforma administrativa

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LUIZA BARREIROS ODILON RIOS As constantes mudanças no secretariado não são privilégio único do governo do Estado. Ontem, o prefeito Cícero Almeida (sem partido) exonerou o assessor especial de Governo, Aelisson Batista. Apesar de não ocupar um cargo de secretário, ele tinha status de integrante do primeiro escalão e chegou a ser anunciado como futuro secretário de Gestão Estratégica ? quando a pasta viesse a ser criada ? , como Secretário de Intercâmbio Nacional e depois como subsecretário de Planejamento. Sua principal função no governo foi a elaboração do projeto de reforma administrativa da prefeitura ? que prometeu reduzir de 32 para 14 o número de secretarias e à metade o número de cargos comissionados ? que, 70 dias após o início do governo, nunca saiu do papel. Apesar disso, o secretário de Comunicação, Luiz Dantas Vale, disse ontem que o cargo ocupado por Batista foi extinto ?por causa da reforma administrativa?. ?Tudo faz parte dos ajustes que o prefeito quer implementar na máquina pública?, disse Dantas, sem adiantar se o projeto de reforma está pronto para ser enviado à Câmara Municipal de Maceió. Ainda segundo o secretário, ?não há informações de que ele [Batista] será aproveitado na estrutura do governo?. Cícero Almeida está em Brasília, participando da Marcha em Defesa dos Municípios, e, segundo apurou a GAZETA, a exoneração foi assinada na semana passada e publicada no Diário Oficial do Município ontem. Aelisson Batista é dono do Instituto Vozes e, durante as prévias eleitorais do ano passado, trabalhou para o deputado federal João Lyra (PTB) e depois para a coligação liderada por Almeida na realização de pesquisas eleitorais. Cientista social formado pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal), desde que ingressou no governo municipal Aelisson Batista esteve envolvido em episódios polêmicos. Em dezembro do ano passado, ele teria sido o responsável pelo pedido de demissão do jornalista Nelson Ferreira, da Secretaria de Comunicação. O motivo teria sido a proposta de criação da Secretaria de Gestão Estratégica, que seria assumida pelo próprio Aelisson Batista, que administraria toda a verba publicitária antes destinada à Secom do município. Na prática, haveria um esvaziamento da pasta de Comunicação. Almeida acabou desistindo de criar a nova pasta e Aelisson Batista sofreu o primeiro golpe. Mal-estar Em janeiro, Batista conversou com a GAZETA sobre a extinção de cargos na reforma administrativa, mas as declarações acabaram gerando mal-estar no governo. Na época, ele disse que entrariam em processo de liqüidação, no governo, a Companhia Municipal de Administração, Recursos Humanos e Patrimônio (Comarhp) e o Instituto de Previdência Municipal de Maceió (Iprev), responsável pelo recolhimento e administração de pensões e aposentadorias dos servidores da Prefeitura e da Câmara de Maceió. Dias depois, o secretário de Governo, Max Trindade, em entrevista coletiva, negou as informações e, em tom de resposta a Aelisson Batista, mas sem citar seu nome, afirmou que no governo só quem falaria sobre a reforma administrativa seria o próprio Trindade. A GAZETA apurou que esse atrito gerou o isolamento de Batista, e sua demissão do cargo era uma questão de tempo. A reportagem tentou localizar o ex-secretário, mas ele não foi encontrado ontem. Aproveitamento Desde janeiro, quando Almeida assumiu a prefeitura, foram extintas quatro secretarias, mas a maior parte dos secretários tinha sido aproveitada em outras funções. No primeiro mês de governo, foram dissolvidas ? somente de fato, já que não foi encaminhado nenhum projeto de lei para a Câmara ? a Secretaria de Intercâmbio Nacional (que era comandada por Batista) e duas secretarias extraordinárias (nas mãos do suplente de deputado Marçal Fortes e do jornalista Anivaldo Miranda). Os três haviam sido aproveitados em outras funções, como Batista (que assumiu a assessoria especial de Governo), Fortes (a Comarhp) e Miranda (subsecretário de Comunicação). Confusão Ontem, nos bastidores, teria surgido um embate no governo municipal entre o superintendente municipal de Transportes e Trânsito (SMTT), Leonardo Loureiro, e o diretor da Guarda Civil Municipal, delegado João Mendes. Tudo aconteceu porque Loureiro estaria exigindo mais guardas municipais para substituir os pardais, retirados da cidade na primeira semana de Almeida na prefeitura, e Mendes estaria negando o pedido. Ambos negaram o desentendimento, mas o superintendente da SMTT confirmou que o número de guardas municipais para atender o trânsito da capital ?é insuficiente?: ?Temos 96 guardas nas ruas e existiam 17 pontos de pardais, mas cada guarda fica somente seis horas no ponto. O que me sobra não dá para cobrir outros pontos da cidade?, avaliou. ?Estou solicitando um efetivo maior à Guarda Municipal. Eu precisaria de, pelo menos, 200 guardas?, disse. João Mendes afirmou que os guardas municipais são cedidos à SMTT, mas é a superintendência ?que tem gerência sobre eles?, completou. ?A corporação tem ao todo 1.118 guardas e a demanda é insuficiente?, resumiu o diretor da Guarda Civil Municipal.

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