Política
TRE decide amanh� futuro de Paulo Corintho
LUIZA BARREIROS O pleno do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) poderá decidir na sessão de amanhã se o vereador Paulo Corintho (PV) poderá ser empossado no cargo para o qual foi eleito em 3 de outubro. Acusado de ter comprado votos durante a eleição, ele foi impedido no dia 30 de dezembro de 2004, pela Justiça Eleitoral, de participar da solenidade de posse dos eleitos, realizada em 1º de janeiro. O cargo foi assumido pelo primeiro suplente de sua coligação, vereador Damásio Ferreira (PTdoB), e desde então Paulo Corintho vem tentando, sem sucesso, reverter a decisão na Justiça. Na sessão de amanhã, há a expectativa de que entre em pauta o recurso inominado interposto na 3ª Zona Eleitoral no dia 31 de dezembro do ano passado, no qual o advogado Adriano Soares da Costa pede a suspensão liminar da decisão do juiz plantonista Celyrio Adamastor, responsável pela decisão que impediu temporariamente seu cliente de ser empossado. Se o Tribunal der provimento ao recurso, Paulo Corintho será empossado, mas continuará a responder à Ação de Impugnação de Mandato Eletivo em que é acusado de fraude eleitoral. Mas se a decisão do TRE for desfavorável ao vereador eleito, ele ainda terá chance de assumir o cargo quando o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília, julgar a ação cautelar interposta pelo advogado Adriano Soares para tentar obter a suspensão da liminar. O relator do recurso que poderá ser julgado amanhã na Assembléia é o juiz Pedro Augusto Mendonça de Araújo. O procurador eleitoral Marcelo Toledo Silva deu parecer contrário ao recurso de Corintho. Provas A defesa de Paulo Corintho utiliza nos recursos o argumento de que no processo não há provas materiais suficientes de que o vereador eleito tenha comprado votos. A tese ganhou força depois que a Polícia Federal decidiu arquivar o inquérito aberto para apurar o caso, também sob a alegação de que as provas apresentadas não foram suficientes para indiciar Corintho por compra de votos. A PF acabou ficando sem provas contra Paulo Corintho depois que uma das principais testemunhas contra ele ? uma jovem que deu entrevista à televisão denunciado a compra de voto e que depôs manteve a afirmação perante o Ministério Público ?, decidiu mudar seu depoimento ao ser ouvida no inquérito instaurado pela Polícia Federal. Ela negou tudo. Os autores do pedido de cassação fizeram a denúncia com base em matérias publicadas pela imprensa e veiculadas na televisão, nas quais cabos eleitorais disseram que o candidato prometeu pagar R$ 30,00 por cada voto. O esquema acabou sendo descoberto e denunciado à imprensa porque o candidato teria prometido a cabos eleitorais efetuar o pagamento pelos votos após a eleição, mas não teria cumprido o acertado. Uma multidão de eleitores, irritada com o não pagamento da quantia combinada, foi para a frente do comitê do candidato, na Ponta Verde, para cobrar o dinheiro que teria sido prometido.