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Caso Sesau: MP divulga mais um envolvido e encerra investiga��es

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O Ministério Público Estadual identificou mais um envolvido no esquema que desviou mais de R$ 3,6 milhões de recursos da Secretaria de Saúde (Sesau). Jean Dellon Clementino teve seu nome usado para aquisição de pelo menos dois imóveis adquiridos por envolvidos no esquema, mas sem apresentar capacidade financeira para tal. Isso o levou a ser considerado como um ?testa-de-ferro? pelos promotores Sidrack Nascimento e Cyro Blatter, que realizaram as investigações. Ontem, os promotores concederam entrevista coletiva para oficializar a conclusão do Caso Sesau, como ficou conhecida a transferência fraudulenta daquele montante, de contas mantidas pelo órgão para receber verbas federais. ?O dinheiro foi devolvido e as pessoas contra as quais se encontraram indícios de envolvimento já foram processadas. Para nós o caso é considerado encerrado?, resumiu Nascimento, no contato com a imprensa, realizado numa das dependências da Procuradoria Geral de Justiça, sede do Ministério Público Estadual. Os representantes da instituição aproveitaram para anunciar não ter encontrado ?nenhum deslize? do chefe de gabinete da Presidência da Assembléia Legislativa e ex-secretário de Governo, Olavo Wanderley. Ele teve seu sigilo bancário quebrado durante a investigação. ?Investigado, qualquer um pode ser. Mas, da mesma forma que o Ministério Público promove uma investigação, fica inteiramente à vontade para vir a público e dizer quando não há nada contra alguém. Não encontramos nenhum deslize do doutor Olavo Wanderley. Não sei por que a imprensa deu tal dimensão a esse episódio?, disse Sidrack Nascimento. A entrevista foi acompanhada por advogados do ex-secretário. Apesar de já identificado e incluído na relação de pessoas e empresas processadas pelo desfalque, o novo investigado aparece envolto em mistério. Os promotores sabem seu nome, CPF e os imóveis que adquiriu, que já foram bloqueados pela Justiça. Entretanto, Jean Dellon Clementino nunca foi visto e, segundo os promotores, não se sabe de seu paradeiro. ?Não se sabe se há laços de parentesco com o pessoal do esquema ou que outro tipo de relação seria?, disseram. Mas, indagado sobre se Jean Dellon seria um ?fantasma?, o promotor Cyro Blatter disse não ser possível tirar tal conclusão. Os promotores informaram ainda que descobriram uma conexão da empresa Citec ? Comércio e Representações, em Pernambuco, o que já foi informado ao MP de lá. Além do escândalo da Sesau, a empresa está envolvida também em transações com a Secretaria de Educação, que estão sendo investigadas pelo Ministério Público.

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