Política
Depois do PMDB, partidos querem discutir reforma
Representantes do PP deveriam se encontrar ontem à noite com o ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, para discutir a reforma ministerial. A conversa preliminar será com Dirceu e só depois haverá o encontro com o presidente Lula. Até o momento, o presidente já conversou por duas vezes com o PMDB e uma vez, na quarta-feira à noite, com o PTB. Além do PP, outro partido que aguarda a chamada presidencial é o PL, do vice-presidente, José Alencar. O presidente pretende, com a reforma, acomodar todas legendas que hoje dão suporte à base aliada no Congresso. Isto significa abrir espaço para o PP, aumentar o número de ministérios do PMDB, evitar que o PC do B e PSB se sintam prejudicados e, principalmente, contentar o PT, que corre o risco de ver seu espaço diminuído. O líder do governo na Câmara, deputado Professor Luizinho (PT-SP), assegurou ontem que o PT está tranqüilo e pronto para perder de um a dois ministérios. Aloizio Mercadante (PT-SP), líder no Senado, também avalia que o PT vai dar apoio às decisões do presidente Lula e que a reforma está bem encaminhada. Enquanto no PMDB e PP o clima é de expectativa positiva, os integrantes dos partidos que tradicionalmente apóiam o governo, como PL, PC do B e PSB, não escondem seu descontentamento. De acordo com um deputado socialista, o governo só está atendendo aos partidos que deram trabalho e condicionaram seu apoio a troca de favores. ?Os partidos que sempre apóiam, não reclamam e estão cumprindo seu papel não foram chamados para conversar e não estão prestigiados?, disse um congressista socialista. No caso do PSB, é dada como certa a manutenção de Eduardo Campos à frente do Ministério da Ciência e Tecnologia. Não há expectativa de aumento de cargos para o partido.