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Governo n�o discute sa�da de superintendente

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ODILON RIOS Antes da reunião realizada na seccional alagoana daOrdem dos Advogados do Brasil (OAB) com lideranças do MST, o procurador-geral do Instituto de Colonização e Reforma Agrária (Incra), José Bruno Lemes, teve uma audiência com o governador em exercício Luis Abílio de Sousa (PSB). Foi a segunda vez, em dois dias, que Abílio e Lemes se encontraram para tentar encontrar uma solução para o impasse entre o Incra alagoano e militantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST). Na pauta, o procurador apresentou um relatório sobre a situação das negociações entre os movimentos e o Incra alagoano, mas o conteúdo não foi revelado à imprensa. Mesmo com o clima de tensão, o governo estadual manteve a posição neutra adotada desde o início das manifestações. O governador Luis Abílio avisou que não pretende discutir a reivindicação feita pelo MST quanto à substituição no superintendente do Incra. Abílio classificou de ?gravíssimo? o impasse entre sem-terra e Incra. Segundo as lideranças do MST, estaria prevista para hoje uma terceira reunião entre o governador e o procurador do Incra. O encontro estava sendo anunciado no final da tarde de ontem em um carro de som na Praça Sinimbu, ocupada pelos sem-terra. A reunião aconteceria hoje às 9hs, mas não chegou a ser confirmada pela Secretaria de Comunicação do governo. Satisfação Depois da reunião com o governador ? que ocorreu pouco antes de outra, na sede da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Alagoas (OAB-AL) ? o procurador do Incra pouco falava sobre o tom das negociações com o movimento, apenas adiantando que o encontro entre ele e Abílio era ?uma satisfação a respeito das ações que estavam sendo discutidas com os movimentos?. ?O Incra nacional fez um recuo nas negociações porque nós não discutimos com autarquias ocupadas. Mas, a pedido do governador, estamos negociando?, justificou Lemes. Durante a semana, o governo enviou ofícios ao Ministério do Desenvolvimento Agrário e ao Incra nacional, descrevendo o clima social de tensão na capital com a presença dos sem-terra. ?Esperamos que com esse gesto o movimento recue. A troca de superintendente não é pauta de negociação?, disse o procurador-geral do Incra, depois de se reunir com o governador, explicando que a última alternativa seria a desocupação à força do prédio. Reivindicação A principal reivindicação dos movimentos é a saída do presidente do Incra alagoano, Gino César, mas os petistas locais ainda resistiam à idéia. Para exigir a saída do superintendente, os movimentos montaram acampamento na Praça Sinimbu e tomaram a sede do Incra há 12 dias. Na terça-feira, a superintendência entrou com pedido de reintegração de posse do prédio, expedido na quarta-feira pelo juiz federal plantonista Rubens Canuto. Pela ordem da Justiça, a sede deveria ser desocupada em 24 horas, através de uma operação da Polícia Federal e a Polícia Militar, o que acabou não acontecendo, para evitar confronto e violência entre a polícia e os integrantes do MST.

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