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Política

Na ALE, comiss�es ainda indefinidas

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Na Assembléia Legislativa, a única notícia boa das últimas semanas para o governo foi a retirada do pedido de impeachment que existia na Casa contra o governador. O mérito foi de Lessa, já que o pedido havia sido formalizado pelo advogado e dirigente do PDT, Heth César, agora seu correligionário. Fora isso, o clima é de insatisfação e dúvida. Mesmo entre os aliados que integram o ?blocão? formado pelo PSB, PT, PDT, Prona, PP, PL, PMDB e PMN, o governo ainda tem que resolver alguns imbróglios. Na Comissão de Fiscalização e Controle, considerada uma das mais importantes da Casa, o governo impõe o nome do deputado Dudu Albuquerque para ocupar a presidência. Mas até a eleição ? que ainda não tem data para ocorrer ?, o deputado Gilberto Gonçalves (PP) promete lutar por sua permanência no cargo. Dudu e Gonçalves fazem parte do blocão governista, mas enquanto Dudu é fiel ao governador Ronaldo Lessa, Gonçalves se diz ?independente?, mas vota sempre contra o governo. Na Comissão de Orçamento e Finanças, o governo parece ter resolvido o problema. A permanência do deputado Marcos Ferreira (PSB), atual presidente, já é dada como certa. A confirmação veio na semana passada, quando o favorito do governo, deputado João Beltrão (PMDB), pediu afastamento por 120 dias. Com isso, o espaço ficou aberto para Ferreira, que nos últimos meses vem batendo cabeça com lideranças do PSB, legenda que até o mês passado abrigava o governador. Ferreira caiu em desgraça no PSB quando defendeu a redução do percentual de remanejamento de recursos do orçamento estadual. Seu objetivo era o de deixar o Executivo mais dependente da Assembléia. O único consenso no que diz respeito às comissões é a indicação de que o deputado Isnaldo Bulhões (que está a caminho do PDT) para a Constituição e Justiça.

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