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Lessa ter� pauta cheia no retorno ao governo

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LUIZA BARREIROS MARCOS RODRIGUES Quando o governador Ronaldo Lessa (PDT) retornar às suas atividades à frente do governo do Estado, provavelmente no próximo dia 21, não faltarão decisões a serem tomadas. Tanto no campo administrativo ? ligadas principalmente à nomeação de novos secretários, iniciada por ele há 15 dias ? quanto partidárias. As pendências se acumularam principalmente porque, nas semanas que Lessa passou licenciado do cargo, em Maceió, se recuperando da primeira cirurgia (feita no dia 22), e durante toda a semana passada, ficaram paralisadas todas as negociações com partidos aliados e com o PDT, legenda ao qual Lessa se filiou no mês passado. Lessa chegou a nomear Eugênio Sampaio ? filho do presidente do PDT, Geraldo Sampaio ? para a Secretaria de Turismo, mas sua posse foi dada pelo secretário de Infra-Estrutura, Wellington Melo. Depois disso, já no afastamento de Lessa, o governador em exercício, Luis Abílio, anunciou os nomes da empresária Tereza Lyra e de Patrícia Mourão para duas secretarias extraordinárias, mas as posses não chegaram a ser marcadas. O nome do ex-secretário executivo de Economia Solidária, Trabalho e Renda e dirigente do PDT, Corintho Campleo da Paz, foi anunciado para a presidência da Algás. A indicação política contrariou o setor produtivo ? que pediu a manutenção do engenheiro Gérson Fonseca, mas não foi atendido ? e será submetida ao Conselho Administrativo da empresa na próxima terça-feira. Nos bastidores do governo, se chegou a tentar fazer com que Lessa modificasse a indicação, sob o risco de o nome ser vetado pelos sócios privados do Estado na Algás, a Gaspart e a Petrobras, que têm duas das cinco cadeiras do Conselho. No estatuto da Algás, um único voto contrário teria poder de veto, e há a expectativa de que a decisão não seja tomada sem a presença de Lessa no Estado. Além disso, o PDT mais ligado a Geraldo Sampaio cobraria de Lessa a indicação de mais um secretário, possivelmente Heth César, para a pasta de Ressocialização. Lessa também terá que conseguir marcar a grande festa de filiação de aliados ao PDT, que já teve a data adiada por três vezes. Até lá, no entanto, ele precisará enfrentar a insatisfação de ?lessistas? (os filiados ao PDT levados por Lessa) que reclamam falta de espaço nos diretórios estadual e municipal e ameaçam não assinar as fichas do novo partido do governador.

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