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Movimento pode invadir outros pr�dios p�blicos

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ODILON RIOS Há 15 dias ocupando o prédio do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em Alagoas, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) estaria planejando invadir outros prédios públicos federais comandados pelo Partido dos Trabalhadores (PT) no Estado para forçar a demissão do superintendente do Incra, Gino César. O plano teria começado a ser arquitetado no domingo à noite. O delegado regional do Trabalho, Ricardo Coelho, disse que recebeu a informação do suposto plano, mas não quis dar crédito à informação. O coordenador nacional do MST em Alagoas, José Roberto, foi evasivo ao falar sobre o assunto: ?Depende do PT, não depende de nós?. Os prédios que estariam na mira do Movimento são a Delegacia Regional Trabalho, a Delegacia Federal de Agricultura, a Fundação Nacional de Saúde, a representação do Ministério da Saúde e a Companhia Energética de Alagoas (Ceal). Depois de se reunir no sábado com o governador em exercício Luis Abílio (PSB), na Vice-Governadoria, o procurador-geral do Incra, José Bruno Lemes, arrumou as malas e voltou a Brasília sem ter conseguido resolver o impasse entre o MST e o Incra alagoano. Segundo a assessora de Comunicação do Incra Nacional, Kátia Vasco, ninguém será enviado a Alagoas até que o procurador-geral apresente um relatório ao presidente nacional do Incra, Rolf Hackbart, sobre a situação de Alagoas. ?Depois, o presidente definirá os próximos passos?, informou Vasco. De acordo com a assessora, Lemes chegou a Brasília ontem, mas ainda não marcou uma reunião com o presidente do Incra para tratar do assunto. Testemunha O MST apresentou no sábado, 12, na Vice-Governadoria do Estado, uma testemunha que poderia revelar um esquema de suborno existente no Incra de Alagoas. A denúncia foi feita ao presidente estadual do PT, o deputado estadual Paulo Fernando dos Santos (Paulão), ao presidente do Conselho Estadual de Direitos Humanos, Everaldo Patriota, e ao presidente da Central Única dos Trabalhadores, Isaac Cavalcante. O governador em exercício, Luis Abílio Sousa, apesar de estar presente na Vice-Governadoria, não ouviu o relato da testemunha, pois estava reunido com o procurador-geral do Incra, José Bruno Lemes. Uma mulher, que não teve a identidade revelada, disse que teria comprado uma fazenda localizada em Atalaia, há três anos, mas as terras estariam sendo disputadas na Justiça com o MST em uma ação de reintegração de posse. As mesmas terras estariam enfrentando problemas no Incra alagoano. Segundo apurou a GAZETA, no depoimento, a mulher teria dito que recebeu uma ?proposta? de uma pessoa que conhecia um funcionário do Incra que ?facilitava? a liberação das terras, mas ela teria de pagar R$ 5 mil e, posteriormente, mais R$ 50 mil, para que o funcionário ?facilitasse? a liberação das terras. A GAZETA conseguiu localizar a proprietária das terras em Atalaia, mas ela pediu que o seu nome fosse preservado. ?Já não agüento mais essa história. Há três anos espero isso?, disse.

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