Política
Assembl�ia conclui finalmente montagem de suas Comiss�es
MARCOS RODRIGUES O processo político na Assembléia Legislativa (ALE) para a montagem das Comissões Permanentes pode estar chegando ao fim. Ontem, o presidente da Mesa Diretora, deputado Celso Luiz (PSB), concluiu a indicação dos deputados integrantes do ?bloco da minoria?. A conclusão do processo não significa que até o dia das votações em plenário não ocorram alterações. Ontem, segundo o regimento da ALE, Celso Luiz encerrou a participação da Mesa Diretora. O próximo passo será a publicação no Diário Oficial de todos os participantes titulares e suplentes. Em seguida, o parlamentar com maior idade do grupo oficializa à Mesa Diretora a convocação da eleição interna do presidente de cada Comissão Permanente. O presidente da ALE adiou em duas semanas a indicação dos nomes dos deputados da minoria, por causa do processo interno de negociações. As disputas envolviam desde os deputados governistas até os de oposição. Ao final, partidos fiéis à base do governador Ronaldo Lessa (PDT), como o PPS e PMN, ficaram no ?bloco da minoria?. Segundo o deputado Celso Luiz, essa arrumação não significa impasses com o governo. ?Isso faz parte do processo interno da Casa, no qual cada partido busca seu espaço ao seu modo?, explicou o parlamentar. Ao todo, a Assembléia Legislativa tem dez Comissões Permanentes. O critério de indicação dos parlamentares envolve a representação em plenário. Atualmente existem dois blocos formados. O ?bloco da maioria? é composto pelo PMDB, PSB, PP, PT, PDT, PL, PTdoB e Prona; integram o grupo 20 deputados. No ?bloco da minoria? figuram o PFL, PPS, PMN, PSDB e PTB, o que representa em plenário sete parlamentares. Essa divisão em grupos, segundo a assessoria de Comunicação da ALE, ajuda na composição. Os deputados que integram a maior composição, por exemplo, tendem a ficar com a presidência das principais comissões, ou seja, as que definem os rumos políticos e econômicos do governo. Oposição A posição dos deputados que já se rebelaram contra o governo não pode ser considerada a partir da montagem das comissões. Naturalmente eles foram isolados pelos colegas governistas e não ocuparão a presidência de nenhuma comissão. Mas desde as eleições do ano passado, quando o candidato do governo à Prefeitura de Maceió, engenheiro Alberto Sextafeira (PSB), foi derrotado, a ALE também refletiu a nova conjuntura política. No momento, integram a gestão do prefeito Cícero Almeida (sem partido) o PPS, PFL, PPS, PMN e PTB. Para o líder do governo, deputado Sérgio Toledo (PSB), a política desenvolvida no Legislativo não se mistura com os acordos existentes na esfera municipal. A exceção do ?bloco da maioria? é o deputado Gilberto Gonçalves (PP). Mesmo integrando o grupo, ele se tornou desafeto do governo e não conta com espaço privilegiado dentro da Comissão de Fiscalização e Controle. Um detalhe que marca a atuação da oposição na ALE é a falta de liderança. As reações ao governo têm acontecido em caráter isolado, o que não causa repercussão.