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Impasse traz hoje ouvidor agr�rio a Alagoas

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ODILON RIOS O ouvidor agrário nacional, desembargador Gersino José da Silva, chega hoje a Maceió para negociar o fim do impasse entre o Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST) e a superintendência do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em Alagoas. Quando Gersino chegar, deve encontrar dez militantes do MST em greve de fome. Segundo informações dos movimentos sociais que lutam pela terra, essa é a décima vez ? desde que a ouvidoria foi criada, em março de 1999 ? que Gersino vem a Alagoas para resolver conflitos agrários. Depois do governo Lula, essa é a primeira vez que o ouvidor pisa em Alagoas para negociar com os movimentos. Gersino desembarca em Maceió poucos dias após a visita do procurador-geral do Incra nacional, José Bruno Lemes, que acabou fracassando nas negociações com o MST, que não abriu mão da saída do superintendente do Incra em Alagoas, Gino César Menezes. Reunião A vinda de Gersino foi confirmada pelo governador em exercício, Luis Abílio de Sousa (PDT), no final da tarde de ontem, durante reunião com lideranças do Movimento de Libertação dos Sem Terra (MLST), do Movimento Terra, Trabalho e Liberdade (MTL) e da Central Estadual de Associações de Assentados e Pequenos Agricultores (Ceapa). Os movimentos foram até Abílio prestar solidariedade ao superintendente do Incra alagoano e reivindicar questões agrárias. ?Ou Gino César fica ou paramos Maceió?, diziam os manifestantes reunidos na Praça dos Martírios, em frente ao Palácio Floriano Peixoto, enquanto ocorria a reunião. Na reunião, ficou estabelecido que cada secretaria e órgão do governo estadual responderá, até a próxima sexta-feira, às solicitações que lhes são pertinentes. Também foi definido que uma comissão formada pelo Conselho de Justiça e Segurança Pública irá marcar um encontro com os representantes dos movimentos. ?Já nos colocamos à disposição dos movimentos para discutir qualquer reivindicação que esteja ao alcance do governo do Estado. A permanência ou não do superintendente do Incra, Gino César, é pertinente ao governo federal e não podemos nos envolver nessa questão. O governo acredita que a reforma agrária é necessária. Temos pressa de encontrar uma solução para o impasse que está em Alagoas, mas estamos na condição de auxiliar, porque é nossa responsabilidade manter a ordem pública e não queremos confronto. Por isso, nossa polícia tem mantido um comportamento inédito no País?, ressaltou Abílio. De acordo com o coordenador estadual da Ceapa, Genivaldo Vieira, com a decisão do governador, os movimentos irão realizar assembléias para avaliar as ações a serem adotadas. ?Queremos que Gino César fique. Isso para nós é inflexível?, avaliou.

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