Política
Deputado pede quebra de sigilo banc�rio de l�der do MST
O deputado federal e vice-presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da Terra, Ônyx Lorenzoni (PFL-RS), vai pedir a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico do coordenador do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), José Rainha Junior, 45. ?Ele pode perder o sono que vou começar isso agora?, disse o parlamentar, ao final da audiência pública da comissão, ontem, em Presidente Prudente, interior de São Paulo. O pedido de Lorenzoni se baseou em reportagem publicada pela Folha em 17 de outubro de 2004, na qual Rainha teria recebido um empréstimo de R$ 228.296,42 - dinheiro que teria saído da conta da Cocamp, a cooperativa do MST no Pontal do Paranapanema, sob investigação do Ministério Público desde 2001. Rainha, que depôs na CPMI ontem, disse que o repasse da verba do governo federal foi para a sua conta pois, na época, a situação bancária da entidade estava ?inapta? para receber recursos públicos. Ele disse ainda que, ao efetuar o pagamento do empréstimo, o dinheiro voltou para a cooperativa. Na sessão, Rainha admitiu que estaria ?à disposição? para a quebra dos sigilos, mas se recusou a assinar uma declaração para formalizar o pedido na comissão. ?(O sigilo) já foi quebrado. Não tenho nenhum problema (em assinar), estou à disposição?, afirmou. Após o depoimento, no entanto, ele se reuniu com a direção do MST e se negou a assinar o termo de compromisso. ?Há, por parte de setores ligados ao latifúndio improdutivo, um interesse de desvirtuar os objetivos desta CPMI no sentido de perseguir, desmoralizar e criminalizar os movimentos sociais?, disse. A direção estadual do movimento afirmou que a decisão foi tomada por Rainha ?sob orientação? do MST. Para Lorenzoni, ao se negar a assinar, Rainha ?reconhece que está escondendo alguma coisa?. ?Ele é bravateiro igual ao Lula, diz uma coisa e depois faz e fala outra?, afirmou.