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Parlamentares encerram pol�mica sobre suposta doa��o das Farc ao PT

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Brasília ? Diante das explicações do ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Jorge Armando Félix, e do diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), delegado Mauro Marcelo de Lima e Silva, parlamentares deram por encerrada ontem a polêmica sobre uma suposta promessa das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) de doar US$ 5 milhões à campanha presidencial do PT em 2002. Ao final de um acirrado debate político entre governo e oposição ? que acabou em piadas e elogios de parte a parte ? o presidente da Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência do Congresso Nacional, senador Cristovam Buarque (PT-DF), disse que ?do ponto de vista de todos os parlamentares, (o assunto) encerrou?. A comissão, no entanto, ainda segundo Cristovam, continuará a discutir, em sessão secreta, a infiltração das Farc em atividades políticas no Brasil, práticas sobre as quais o general Félix disse que não poderia falar em uma reunião pública, como a de ontem. A promessa de doação está registrada em um relatório de inteligência produzido pela Abin em 2002 e cujo conteúdo foi parcialmente revelado na última edição de Veja. A revista relata, ainda, como o dinheiro chegaria aos petistas ? informações que a Abin nega possuir em arquivo. Aos parlamentares, o general Félix e o delegado Mauro Marcelo confirmaram a autoria e o teor do relatório de inteligência 0095, de abril de 2002. Disseram também que o informe seria o único documento nos arquivos da Abin que faz menção ao tema. O delegado tratou o registro como um ?boato?, que foi guardado na Abin e aguardava, conforme a legislação, o tempo certo para ser incinerado. O deputado Alberto Fraga (PTB-DF) disse dispor de documentos que confirmariam a autenticidade de informações veiculadas pela Veja. Mas se recusou a disponibilizar cópias do material aos integrantes da comissão.

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