Política
Dirigente do Incra oficializa pedido de seguran�a � PF para funcion�rios
ODILON RIOS O superintendente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) de Alagoas, Gino César Menezes, esteve reunido, ontem, com o superintendente da Polícia Federal de Alagoas, Rogério Cota, para discutir o reforço da segurança dos funcionários do instituto. A idéia, segundo Gino César, é que funcionários que fazem o trabalho de campo do Incra no interior do Estado possam estar acompanhados por policiais federais. ?Não estamos pedindo a posse do prédio do Incra, mas que possamos retornar ao trabalho de campo em alguns municípios, inclusive a análise de processos?, disse. O prédio do Incra, na Praça Sinimbu, está ocupado pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) há 23 dias, exigindo a saída de Gino César do cargo. A reunião contou também com a participação de delegados federais e funcionários do Incra. O superintendente da PF não quis falar com a imprensa. Um dos problemas enfrentados pela PF alagoana, de acordo com o que foi apurado pela GAZETA, diz respeito ao mandado de reintegração de posse do prédio do Incra, expedido há duas semanas pelo juiz federal plantonista Rubens Canuto Neto. A pedido do procurador-geral do Incra nacional, José Bruno Lemes, que esteve em Maceió, a Justiça Federal suspendeu a execução do mandado, que só pode ser colocado em prática pela PF. O objetivo é evitar confronto com os sem-terra. De acordo com o superintendente do Incra, não está descartada a reintegração. ?A reintegração faz parte do processo de se reaver um patrimônio público, mas não faz parte do Incra estadual julgar esse processo porque ele ganhou feições nacionais?, resumiu. Nos bastidores da PF, a execução ou não do mandado de reintegração de posse tem gerado problemas. Isso porque a PF não teria autonomia para evacuar o prédio do Incra. Precisaria do aval do governo federal. Ainda assim, segundo apurou a GAZETA, a PF tem articulado uma possível ação na Praça Sinimbu. O delegado responsável pela criação de um plano para a reintegração de posse do Incra é Fernando Castro, da Delegacia Institucional. Alerta Ainda ontem, a Associação dos Servidores do Incra de Alagoas (Assincra-AL) divulgou nota demonstrando preocupação com a atual situação em que encontra o processo de reforma agrária no Estado. Ao tomar conhecimento de que o superintendente do Incra teria pedido reforço à Polícia Federal para garantir o retorno às atividades, o coordenador estadual do MST, José Roberto reagiu mal: ?A Polícia Federal tem muito a fazer para se preocupar com um grupo que não tem respeito com os trabalhadores. Não deveria dar proteção a essas pessoas?.