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Política

Governo manda investigar casos de exterm�nio

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LUIZA BARREIROS MARCOS RODRIGUES O governador em exercício Luis Abílio de Sousa (PSB) determinou à Secretaria de Defesa Social que fosse feita apuração da denúncia de que 49 menores infratores que estavam sob a responsabilidade do Estado, cumprindo medidas socio-educativas, foram assassinados nos últimos dois anos em Alagoas. O levantamento, publicado domingo pela GAZETA, foi feito em relatório do juiz da Vara da Infância e Adolescência, Sóstenes Alex Costa. Segundo o governador em exercício, o secretário de Defesa Social, Robervaldo Davino, deverá apresentar hoje um levantamento de todos os casos citados na denúncia feita pelo juiz. ?Faremos o levantamento de todos os casos, e se houver algo errado, vamos dar ciência à sociedade. Não pretendemos esconder nada embaixo do tapete?, afirmou. Apesar disso, Luis Abílio disse acreditar na possibilidade de ter havido ?exagero? nos dados. ?Mas é melhor esperar o levantamento para dizer algo?, afirmou. Caso a caso Davino confirmou ontem que pediu à Polícia Civil que seja feita uma verificação de todos os casos de assassinato de menores infratores ocorridos nos últimos dois anos no Estado. A providência foi tomada depois que Davino recebeu determinação do governador Luis Abílio e um ofício do procurador-geral de Justiça, Coaracy Fonseca, pedindo a apuração da denúncia. Segundo o levantamento do juiz Sóstenes, nesse período, 49 adolescentes que cumpriam medidas educativas foram assassinados ?em via pública? ou tiveram seus corpos achados em canaviais. Segundo o juiz Sóstenes Alex, os adolescentes estavam sob proteção do poder público porque se encontravam aos cuidados da Unidade de Internação Masculina, em liberdade assistida, uma vez que tinham cometido atos infracionais (terminologia para crime, quando se trata de um menor). ?Inicialmente é preciso fazer um levantamento de todos os casos?, afirmou Robervaldo Davino. Segundo ele, após a conclusão do levantamento será possível saber quais dos assassinatos foram esclarecidos pela polícia. ?Alguns desses casos podem nem ter chegado ao nosso conhecimento. Por isso é necessário fazer esse trabalho inicial?, explicou. Apesar de dizer ter considerado ?grave? a denúncia feita pelo juiz da Vara da Infância, Davino afirmou que, por enquanto, não deverá designar um delegado especial para atuar no caso, já que é necessário saber se alguns deles já foram investigados. Ontem à tarde, o secretário se reuniu com o diretor-geral de Polícia Civil, Roberto Lisboa, a quem pediu urgência na conclusão do levantamento. Segundo Lisboa, somente após a conclusão do levantamento e exclusão dos casos já apurados, será possível dizer se será necessária a designação de um delegado especial. Promotor O procurador-geral de Justiça, Coaracy da Fonseca, confirmou ontem que o Ministério Público Estadual pretende designar um promotor especial para acompanhar as investigações relacionadas às denúncias de execução de menores. ?Já solicitamos ao secretário Robervaldo Davino e estamos aguardando que a Polícia Civil instaure o procedimento administrativo ou inquérito policial relacionado às denúncias para fazer a designação do representante do MP que irá acompanhar o caso?, disse.

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