Política
Relat�rio sobre exterm�nio n�o ajuda pol�cia
LUIZA BARREIROS A Polícia Civil ainda não conseguiu começar o levantamento determinado pelo governador em exercício Luis Abílio de Sousa (PSB), a respeito da denúncia de que 49 menores infratores que estavam sob responsabilidade do Estado teriam sido assassinados em via pública nos últimos dois anos. Segundo o diretor-geral da Polícia Civil, Roberto Lisboa, na lista que consta no relatório produzido pelo juiz da Vara da Infância e Adolescência, Sóstenes Alex Costa ? autor da denúncia ?, constam apenas as iniciais dos nomes dos menores de idade. ?Estamos tentando obter do juiz os nomes das vítimas, para que possamos localizar os inquéritos referentes a cada um dos casos?, explicou ontem o delegado Roberto Lisboa. Segundo ele, apesar de as vítimas serem menores de idade, ?não tem sentido omitir os nomes para a polícia?. Lisboa não quis precisar uma data para conclusão do levantamento. ?Além de envolver as delegacias de Menores e de Crimes Contra a Criança, há também casos ocorridos no interior do Estado?, justificou. A intenção da polícia com o levantamento é saber quais dos assassinatos foram esclarecidos e se há algum que não tenha chegado ao conhecimento da polícia. Só depois disso, segundo o secretário de Defesa Social, Robervaldo Davino, será possível verificar se houve responsabilidade do Estado nos crimes. Execuções Segundo a denúncia do juiz Sóstenes Alex, no período de dois anos, 49 adolescentes que cumpriam medidas sócio-educativas foram assassinados ?em via pública? ou tiveram seus corpos achados em canaviais. Os adolescentes estavam sob proteção do poder público porque se encontravam aos cuidados da Unidade de Internação Masculina, em liberdade assistida, uma vez que tinham cometido atos infracionais (terminologia para crime, quando se trata de um menor).