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Crise entre MST e Incra sobra para o Pal�cio

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ODILON RIOS O impasse entre o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e o Instituto de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em Alagoas, que se arrasta há quase um mês, tem se transformado em prato cheio para o jogo da sucessão estadual em 2006. Com vários atores em jogo na disputa, a guerra não estaria sendo armada na Praça Sinimbu ou nos gabinetes de Brasília, mas entre o Palácio Floriano Peixoto e os partidos que também querem a vaga do governo estadual, no ano que vem, como o PTB, PFL e PP, que atualmente ocupam a Prefeitura municipal. O governador Ronaldo Lessa (PDT) pretende disputar o Senado. Entre o PDT e o PSB, não existe muita definição sobre quem será o candidato ao governo ? o vice-governador Luis Abílio (PSB), o secretário de Educação, Maurício Quintella (PSB) ou a secretária de Saúde, Kátia Born (PSB). E mais duvidosa ainda é a presença do presidente da Assembléia Legislativa de Alagoas, deputado Celso Luiz (PSB), como duvidoso é também seu futuro partido político. Areia no caminhão O primeiro que promete arrasar o projeto ?lessista? é o deputado federal José Thomaz Nonô (PFL), velho inimigo político do grupo do governador Ronaldo Lessa e eventual candidato ao governo ou ao Senado. ?Não há governo?, resumiu, ao ser perguntado sobre as negociações entre MST e governo. ?Se eu fosse governador, isso não aconteceria?, atacou. O deputado pertence ao grupo político do também deputado federal João Lyra (PTB), padrinho de campanha do prefeito da capital Cícero Almeida (sem partido). ?Os Eldorados dos Carajás são frutos dos desmandos, da covardia dos governos?, disse, lembrando o conflito sangrento que aconteceu em 1996, no Pará. Atualmente, Nonô ocupa a vice-presidência da Câmara dos Deputados, mas está com a vida política estacionada: é deputado federal desde 1983. Chegou a disputar a Prefeitura de Maceió em 2000 com a candidata governista Kátia Born (PSB), mas perdeu. ?Disputar o Senado com o governador seria um prazer. Ele demonstraria aquilo que fez e eu apontaria aquilo que ele não fez ou fez de errado. Poderíamos discutir as questões de Alagoas, inclusive os sem-terra?, ironizou Nonô. Com críticas aos governos federal e estadual, o deputado reclama ?que foi prometido demais ao sem-terra? e ?nada foi feito?. ?É inconcebível que se ocupe uma praça pública, um prédio público e que se recebam ordens para se manter à distância a polícia. E é como se não houvesse nada?, avaliou. Lessa é candidato ao Senado em 2006, mas enfrenta uma crise interna nas relações entre membros governistas e a cúpula do PDT, o que pode atrapalhar seu projeto político.

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