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G�rson Fonseca � mantido na Alg�s

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| LUIZA BARREIROS Repórter O engenheiro Gérson Fonseca permanecerá na presidência da Algás. A informação foi dada ontem pela manhã pelo governador Ronaldo Lessa (PDT), que disse ter desistido de utilizar a empresa para ?fazer acomodações políticas?. ?Não quero que as nossas acomodações políticas venham a afetar o bom andamento da Algás?, disse. Ele lembrou que a empresa está bem e o atual presidente, Gérson Fonseca, foi eleito recentemente presidente da Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás (Abegás). ?Acho que estaria trabalhando contra a Algás se tirasse ele agora. Não é prudente?, complementou Lessa. No fim de fevereiro, lodo após a filiação de Lessa ao PDT, o cargo ocupado tecnicamente por Fonseca foi negociado com o novo partido, que pediu a indicação para o cargo do ex-secretário de Trabalho e Renda e dirigente pedetista Corintho Campelo. Ele havia presidido a empresa entre 1999 e 2000. Houve grande reação a seu nome, tanto por parte do setor produtivo do Estado quanto dos sócios privados da Algás (Petrobras e Gaspart), que ameaçaram vetar a indicação de Corintho na reunião do Conselho de Administração. No fim de março, o governador admitiu que não mais indicaria Corintho para o cargo, mas pretendia discutir com o PDT a indicação de outro nome. Ontem, Lessa colocou um ponto final na discussão. ?Vou discutir com o PDT outro cargo, outra função. Eu quero prestigiar o PDT, prestigiar o Corintho, sem prejudicar a Algás. Por isso, vou convidá-lo para assumir uma secretaria dentro do governo?, anunciou, sem antecipar qual será a pasta. ?Soldado? Corintho Campelo disse ontem que ?é um soldado? e aceitará a missão que lhe for dada por Lessa no governo. ?Desde a prefeitura, acompanho o governo Ronaldo Lessa. Participei dos dois governos dele e estou à disposição. Se convocado, estaria pronto para cumprir a missão. Ele é que determina onde eu vou cumprir minha missão?, disse. Sobre a reação à indicação de seu nome para presidir a Algás, Corintho afirmou que o assunto ?é página virada?. Segundo ele, a Algás teve dois momentos, um antes do primeiro governo Ronaldo Lessa (quando ele foi presidente) e outro após. ?No primeiro governo, eu fui para a Algás com a missão de fazer a ampliação do sistema para atender à população, porque até então a Algás tinha somente três consumidores, faturava isso, tinha um lucro exorbitante e não investia nada no Estado?, disse. ?Cumpri a minha missão naquela época e demonstrei a intenção de voltar. Se não foi possível, cumpri a minha parte e vamos para um lugar que o governador entender mais útil?, disse. Discrição Discreto, Gérson Fonseca evitou falar sobre o processo de loteamento político do cargo ocupado por ele na Algás. Disse apenas que os avanços conseguidos na Algás foram obtidos porque ele, como presidente, teve liberdade para trabalhar. ?A esperança que tenho é que o trabalho tenha contribuído para o projeto de desenvolvimento do Estado?, comentou. Segundo ele, a maior conseqüência desse trabalho é mais que uma rede de gasodutos. ?A atual administração conseguiu construir uma rede de relacionamentos multidisplinar?, garantiu. Na época em que a indicação política de Corintho Campelo começou a ser noticiada, o setor produtivo do Estado encaminhou uma carta ao governador Ronaldo Lessa pedindo a manutenção de Gérson Fonseca no cargo. O argumento utilizado pelo setor é de que seria danoso para a empresa que ela fosse conduzida com interesses políticos. A carta - assinada pelos presidentes das federações da Indústria, José Carlos Lyra de Andrade; da Agricultura e Pecuária, Álvaro Arthur Lopes de Almeida; do Comércio, Canuto Medeiros, e das Câmaras de Dirigentes Lojistas, Roberval Cabral, além do presidente da Associação Comercial de Maceió, Sérgio Papini - destacava o ?excelente trabalho? desenvolvido por Gérson Fonseca na empresa e ?a impecável conduta?, no trato com as empresas no Estado.

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