Política
Felipe Lessa � preso por porte ilegal de arma
| Luiza Barreiros Repórter Um sobrinho do governador Ronaldo Lessa (PDT), Antônio Felipe de Miranda Lessa Santos, 21 anos, foi preso na última segunda-feira, em Florianópolis (SC), sob acusação de porte ilegal de arma. Segundo a polícia, a prisão em flagrante aconteceu depois que Felipe Lessa efetuou três disparos contra a sacada do apartamento de uma pessoa conhecida dele, localizado no bairro de Lagoa da Conceição. No local, teria ocorrido uma festa da qual Felipe participou. Após os disparos, a polícia foi acionada por moradores. Felipe Lessa ainda tentou fugir, mas acabou sendo preso numa rua próxima ao local. Ele jogou a arma fora, mas ao ser interceptado e preso em flagrante, os policiais encontraram dentro do veículo ? uma Parati com placa de Maceió ? três projéteis de calibre 38 e, na rua, próximo ao carro, um revólver. No momento da prisão, Felipe Lessa tinha R$ 2 mil em sua carteira. Uma pessoa identificada como Eduardo Ortiga, de 28 anos, confirmou à polícia que conhecia Felipe Lessa e que ele estava com a arma e efetuou os disparos. Felipe teria interfonado para o dono do apartamento e, quando ele apareceu na sacada, efetuou os disparos. Segundo o delegado Adalberto Safaneli, Felipe Lessa está preso na carceragem da Central de Polícia de Florianópolis e ontem recebeu a visita do pai, o empresário Antônio Lessa, e de um advogado. Felipe Lessa é dependente químico e estava morando em Porto Alegre (RS), onde fazia tratamento antidrogas. Antecedentes Em janeiro deste ano, durante as férias em Maceió, Felipe Lessa foi ocusado de comandar o espancamento do universitário Leonard Soares Brandão Sá, 23, nas imediações do Maikai, no Stella Maris. Outros quatro jovens de classe média estariam envolvidos no espancamento. A vítima sofreu fratura de maxilar, recebeu 16 pontos internos na boca, teve fratura nos ossos do nariz e suspeita de quebra da mandíbula. Leonard Sá é filho do promotor de Justiça Cláudio José Brandão Sá. No momento da agressão, Leonard estava acompanhado da namorada, Laís Sarmento, e do amigo Bruno Nogueira, que também foi atacado pelo grupo e sofreu hematomas nas duas pernas. Segundo um relato feito na época por testemunhas, o espancamento foi comandado por Felipe Lessa. Outros três jovens de classe média foram acusados do espancamento: José Nilton, um rapaz conhecido como Toddy e Rodrigo Costa de Oliveira. Segundo o promotor Cláudio Sá disse na época, o único motivo que Felipe Lessa teria para atacar seu filho seria o fato de Leonard ter telefonado para a esposa de Felipe, Mariana, que estava grávida, e lhe desejar Feliz Natal.