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Sem-terra v�o agora reclamar de Gino C�sar em Bras�lia

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ODILON RIOS PETRÔNIO VIANA Repórteres Termina hoje o prazo dado pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) ao presidente do Instituto Nacional de colonização e Reforma Agrária (Incra), Rolf Hackbart, para substituir o superintendente da entidade em Alagoas, Gino César Menezes. O coordenador estadual do movimento, José Roberto da Silva, disse que, ao contrário do que se esperava, o MST não planeja, no momento, realizar tomar qualquer atitude em relação a isso. ?O problema agora é do Incra, do governo federal e do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). O radicalismo não interessa nem ao movimento nem ao governo do Estado?, ponderou José Roberto. Segundo o dirigente, o MST continua acreditando no afastamento de Gino e vai continuar pressionando a direção do Incra nesse sentido, principalmente com a inclusão da exigência na pauta nacional do movimento. Os militantes do MST em Alagoas estão se preparando para a marcha nacional em direção a Brasília, programada para o fim deste mês. Cerca de 300 militantes alagoanos deixarão o Estado no próximo dia 28. O encontro em Brasília está marcado para 17 de maio. Repressão Ontem, o vice-governador, Luis Abílio de Sousa (PSB) disse, após uma entrega de medalhas no quartel da Polícia Militar, que a PM tem ordens de reprimir as ações dos trabalhadores rurais sem-terra em Alagoas, naquilo que os movimentos chamam de ?abril vermelho?. ?Há casos que não nos agradaram, como os saques e interrupções de estradas, mas a polícia tem ordem para reprimir esse tipo de ação. Isso não faz parte dos movimentos nem das reivindicações?, disse Abílio, repetindo: ?A polícia tem ordem para reprimir com toda firmeza e toda segurança esse tipo de coisa?. O recado foi enviado diretamente ao MST. Há algumas semanas, a Praça Visconde de Sinimbu e a sede do Incra em Alagoas foram ocupadas durante 33 dias pelo MST e, na ocasião, o governo estadual usou o diálogo para evitar o que o próprio vice-governador chamava de ?banho de sangue? na capital. O próprio governo recebeu o movimento várias vezes no Palácio, para ouvir suas reivindicações. Entretanto, a diplomacia com os movimentos parece ter chegado ao fim ontem: ?Virou moda, não se deve ter tolerância em relação a isso?, resumiu Abílio, referindo-se aos saques e bloqueios de estradas, protagonizados pelos movimentos de luta pela terra. ?Todo e qualquer segmento da população que tem uma reivindicação a fazer fecha uma estrada. Isso é uma burrice, uma atitude antipática, que obscurece muitas vezes alguma justiça nas reivindicações que eles fazem?, asseverou.

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