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Cefet: procurador alerta para processos

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| ODILON RIOS Repórter O procurador da República Fabiano Formiga disse que o Ministério Público Federal (MPF) tem uma ?chuva de processos? contra a antiga direção do Centro Federal de Educação Tecnológica de Alagoas (Cefet-AL) e espera que a diretora pró-tempore, Maria Ivone Elias Moreyra, possa resgatar a imagem da instituição. ?Como cidadão, o que a gente percebe é que o cheiro dali não é agradável?, disse o procurador, referindo-se à instituição de ensino tecnológico. Formiga já investigou um processo referente ao Cefet, envolvendo a eleição no Sindicato dos Trabalhadores das Instituições de Ensino Técnico Federal do Estado de Alagoas (Sintietfal). ?Mas foi resolvido com a vinda da diretora pró-tempore?, avaliou. Só que, segundo ele, existem mais processos contra a direção do Cefet espalhados pelo MPF. ?Há uma chuva de denúncias, inclusive servidores denunciando ameaças de morte?, esclareceu. Privilégio Mesmo afastado há sete meses do Cefet, o ex-diretor Mário César Jucá continua recebendo o salário de diretor, que é de R$ 5.000. A informação foi dada pela diretora pró-tempore da instituição. Segundo Maria Ivone Moreyra, a situação é legal. Mesmo sendo responsabilizados por uma dívida de R$ 1,2 milhão, conforme denúncia feita na última quarta-feira em entrevista coletiva por Maria Ivone, os 30 funcionários da instituição ainda continuam trabalhando no Cefet normalmente. ?A legislação é clara. Só o diretor-geral é afastado?, esclareceu, explicando que ?enquanto gestora do Cefet , meu papel é limitado?. ?Eu farei um relatório sobre o que foi encontrado e depois a direção decide o que faz?, ponderou. Ontem, a Gazeta publicou o resultado de 100 dias de uma investigação realizada pela diretora pró-tempore do Cefet, em que acusava Mário Jucá e mais 30 pessoas em uma dívida de R$ 1,2 milhão. Segundo Maria Ivone, somente à Companhia Energética de Alagoas (Ceal), o Cefet-AL deve R$ 460 mil, débito que, diz ela, está sendo negociado. A diretora foi enviada pelo MEC para avaliar a situação da entidade e coordenar o processo de escolha do novo diretor-geral da instituição e chegou a receber, inclusive, ameaças de morte. As ameaças foram denunciadas à Polícia Federal (PF), que tentou descobrir os autores e ofereceu segurança à interventora. Além disso, foi constatado na investigação um ?caixa dois?, com dinheiro que supostamente era recebido de alunos de cursos pagos no Cefet, o que possivelmente seria ilegal, já que a instituição é pública. O dinheiro seria depositado em uma conta da diretoria e, até hoje, não foi tomada nenhuma providência em relação ao assunto. DOSSIÊ Essa não é a primeira vez que Mário César Jucá aparece como implicado no caso Cefet de Alagoas. Há dois anos, servidores do centro enviaram um dossiê ao Ministério da Educação (MEC) denunciando perseguição a funcionários da instituição, ameaças de morte e concursos públicos supostamente fraudados. O nome citado no dossiê como o responsável pelos casos é o do ex-diretor-geral do Cefet.

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