Política
IMA COBRA EXPLICAÇÕES DE CONSTRUTORA, HOTEL E MUNICÍPIO
Órgão quer documentação sobre reais riscos à área do Hotel Jatiúca, onde deverão ser erguidos espigões
Em comunicado à imprensa, o Instituto do Meio Ambiente (IMA) informou ter dado cinco dias à Construtora Record, à Prefeitura de Maceió e ao Hotel Jatiúca para que apresentem provas de que o projeto imobiliário que pretende construir espigões de até 20 andares na área onde desde 1979 funciona o estabelecimento hoteleiro não vai afetar a natureza. O IMA teme o grave impacto ambiental que todo o ecossistema preservado Jatiúca pode ser vítima de forma irreversível. A intimação foi entregue ontem.
O órgão afirma que os compradores, vendedores e o município terão que enviar documentos que comprovem que o empreendimento tem estudos de impacto ambiental, como erosão costeira e desequilíbrio da fauna marinha existente na localidade.
O IMA quer saber também se há plano sobre uso de energias renováveis, redução de resíduos e conservação de recursos; além de provas de que já há um plano em caso de incidentes ambientais ou desastres naturais.
O órgão informou que a solicitação da documentação tem o objetivo de avaliar os reais riscos à biodiversidade do local e é um meio de proteger o ecossistema marinho da área, que fica entre os bairros da Jatiúca e Cruz das Almas.
Joalheiria é alvo de assalto em plena luz do dia em Teotônio Vilela
Prefeitura remove embarcações e objetos abandonados na orla da Pajuçara
Operação prende suspeito de tráfico de drogas em Arapiraca
Polícia inicia 6ª fase da Operação Cerco Fechado
Ação da Semsc remove embarcações e objetos abandonados na orla da Pajuçara
PROJETO SIGILOSO
A venda do empreendimento tem gerado uma onda de especulações no mercado imobiliário e virou motivo de preocupação dos órgãos de controle. O Ministério Público de Alagoas (MPAL) deu prazo de 15 dias à construtora, à Prefeitura de Maceió e ao grupo que administrava o hotel para que apresentem esclarecimentos sobre o negócio a ser feito no coração da Jatiúca.
A grande dúvida que paira é se a Lagoa da Anta, que margeia o hotel, vai desaparecer ou se será preservada. Mesmo afirmando que o projeto ainda está sendo elaborado, o diretor comercial da Construtora Record, Wagner Andrade, adiantou que o novo espaço contaria com prédios residenciais e comerciais, além de outros ambientes a serem comercializados, mas que, supostamente, haveria a preservação da lagoa.
Segundo ele, a empresa vai contratar um especialista em botânica da Universidade de São Paulo (USP) para providenciar um estudo técnico de recuperação do ambiente.
Em entrevista à TV Gazeta, o assessor de comunicação da Construtora Record, Fernando Theodomiro, reforçou que detalhes não foram revelados do negócio porque o projeto para o futuro empreendimento ainda não foi concluído.
“Dentre os vários projetos previstos para aquele espaço, o hotel é o primeiro deles e é o que está certo pelo nosso planejamento. Os demais poderão ser residenciais, empresariais, mas isso está em estudo e oportunamente será divulgado, o que deve acontecer daqui a seis meses”, destacou.