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Celso Luiz negocia sua entrada no PMN

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| LUIZA BARREIROS Repórter Mesmo ainda filiado ao PSB, o presidente da Assembléia Legislativa, deputado Celso Luiz, mostra que está firme em sua decisão de deixar a legenda. Na próxima quinta-feira, ele viaja a São Paulo, onde se reunirá com o presidente nacional do PMN, Oscar Noronha Filho. Da reunião, o deputado poderá sair com a garantia de que presidirá a legenda em Alagoas, que hoje está nas mãos de Ildo Rafael. A reunião faz parte da estratégia do deputado, que pretende buscar um partido pequeno para estruturar e presidir no Estado, visando à eleição majoritária para o governo do Estado do próximo ano. No último dia 9, Celso anunciou sua saída do PSB, alegando a ?falta de espaço político? na legenda, que após a saída do governador Ronaldo Lessa para o PDT, passou a ser comandada pelo vice-governador Luis Abílio e pela ex-prefeita Kátia Born. Celso Luiz é citado nas rodas políticas como um dos fortes candidatos a vice-governador do Estado, numa eventual composição em que o senador Renan Calheiros (PMDB), atual presidente do Senado, venha a ser candidato ao governo e o governador Ronaldo Lessa (PDT), candidato ao Senado. Porém, no PSB ele não tem essa garantia, já que o partido ainda pretende discutir, mais próximo da eleição, o nome que será indicado, já que também se especulam as possíveis candidaturas de Abílio e de Born. Na semana passada, os dois pediram que Celso permanecesse no PSB, mas não deram a garantia que ele pediu. O deputado pediu um tempo - de 30 a 60 dias - para pensar, mas não esconde que está estudando propostas de partidos pequenos como PSC, PV, PMN, PRP e PHS. No último domingo, a Gazeta publicou entrevista com ele, em que o deputado disse que as chances de que ele permaneça no PSB são pequenas, de apenas 30%. sem respaldo Um dos principais responsáveis pelas duas vitórias do governador Ronaldo Lessa na eleição para o governo do Estado, Celso Luiz deixa claro que seu projeto de concorrer ao Executivo não tem respaldo no PSB. ?Na eleição passada, eu era citado como um dos vices de Ronaldo, mas em nenhum momento essas pessoas foram solidárias comigo. Deixaram a discussão para o final. Eu quero fazer a discussão com o partido, porque se eu não compuser, voto em Ronaldo para o Senado, mas vou ter uma definição política minha?, disse. O deputado admite que, mesmo que Renan Calheiros não venha a ser candidato, poderá vir a compor com Teotonio Vilela Filho (PDSB) ou com João Lyra (PTB). ?Ou até mesmo eu, não tem problema nenhum?, disse, referindo-se à cabeça-de-chapa. Mas para ele, hoje o PSB não tem como disputar sozinho a eleição para o governo. Na opinião do deputado, a saída do governador Ronaldo Lessa para o PDT enfraqueceu o PSB. ?O PSB, o 40 em Alagoas, é Ronaldo Lessa. A gente não pode esquecer que o grande comandante da mudança que houve no Estado, dessa nova estruturação, é o governador. A saída dele enfraqueceu demais o partido. Se o governador tivesse permanecido no PSB, não estava acontecendo essa discussão. Do mesmo jeito que ele teve um projeto de mudar de partido, eu penso em ter o meu?, avaliou. Na opinião de Celso Luiz, apoios de prefeitos e deputados deverão ser decisivos na eleição do próximo ano, mesmo havendo divergências partidárias. Ele diz que, dos 27 deputados estaduais, entre 15 e 20 acompanham a decisão política que ele vier a tomar. Entre os nomes citados, os dos deputados João Beltrão, Sérgio Toledo, Isnaldo Bulhões, Marcos Ferreira, Nelito, Gilvan Barros, Adalberto Cavalcante e José Pedro. ?Não vai ser uma questão partidária. Nós temos o prefeito de Piranhas, Inácio Loiola, que a esposa dele, Kátia, será candidata a deputada estadual, a esposa do prefeito de Campo Alegre, que também talvez seja. E outros mais. Quer dizer, nosso bloco político não é só de deputados estaduais: tem prefeitos e candidatos a deputado?, observou. O deputado deixou claro ainda que não fica no PSB para as definições acontecerem na época das convenções. ?Eu não entro no jogo se o Abílio ou a Kátia forem candidatos. Candidatos eles podem até ser, mas é preciso colocar as cartas na mesa enquanto é tempo?, disse. ?Tem que ser jogo aberto, tem que ser definido. Eu posso até ficar no partido e ser candidato à reeleição como deputado estadual, não tem problema, desde que haja uma definição prévia, sem surpresas?, complementou.

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