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Prefeitos temem ato de sem-terra

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| ODILON RIOS Repórter A Associação dos Municípios Alagoanos (AMA) vai procurar a cúpula da Segurança Pública para discutir as ações promovidas pelos trabalhdores rurais sem-terra, dentro do chamado ?abril vermelho?. A informação foi dada ontem pelo prefeito de Olho d?Água do Casado, Wellington Damasceno Freitas, o Xepa (PMDB). ?Tememos um derramamento de sangue no interior, especialmente no Sertão?, disse o prefeito. Não existe previsão para o encontro entre a área de Segurança Pública e os prefeitos, mas a decisão saiu depois de uma reunião ocorrida ontem pela manhã, entre a AMA e a superintendência do Instituto de Colonização e Reforma Agrária de Alagoas (Incra-AL), para discutir ações do instituto na segurança dos municípios. ?Eles ficam dizendo que tudo depende do Estado ou do governo federal?, reclamou Xepa, que coordenou o encontro. ?Minha cidade [Olho d?Água do Casado] se transformou em uma ilha, cercada de sem-terra por todos os lados?, avaliou. Na reunião entre a AMA e o Incra, ficou resolvido que os assentamentos serão divididos por regiões e que o instituto vai impedir a transferência de uma terra a assentados que tenham antecedentes criminais. ?Mas quanto ao principal, que é a segurança, eles dizem que não podem fazer nada?, adianta o prefeito. Segundo Xepa, os comerciantes de Olho d?Água do Casado temem uma possível onda de saques. O prefeito diz que os sem-terra estão interditando as estradas federais à noite ?para saquear?. ?Tem bandidos da Bahia e de Pernambuco que estão inflitrados nos assentamentos. Eu reforcei o policiamento de Olho d?Água?, afirmou Xepa. Dados da AMA mostram que existem 26 municípios com assentamentos rurais de sem-terra. ?Mas, no Sertão, estamos tendo um problema muito grande, especialmente com o Banco da Terra?, que financia a compra de terras para reforma agrária. Segundo o prefeito, uma área em Olho d?Água do Casado está em conflito com o Movimento dos Sem Terra (MST) porque existe uma disputa entre famílias de outros movimentos que estão no local há seis anos, que, contou Xepa, estão sendo retiradas porque o Banco da Terra adquiriu a área. ?Isso está causando uma revolta nos movimentos?. O superintendente-substituto do Incra, Marcos João, ao falar sobre a reunião, disse que ela seria mais um ?bate-papo? com prefeitos para definir parcerias: ?A reunião é para que a gente informe aos prefeitos sobre os recursos destinados às prefeituras e como está a reforma agrária em Alagoas?, disse. Explicou também que tentaria ?apaziguar? os ânimos dos prefeitos em relação aos bloqueios, mas reconheceu que o item segurança não faz parte da pauta do Incra. Ele falou, ainda, aos prefeitos sobre os convênios que podem ser assinados entre as prefeituras e o Incra para ?o melhoramento do acesso à saúde e educação? e que o instituto estava investindo R$ 1,9 milhão ?no aperfeiçoamento da assistência técnica que não existia no passado?. O superintendente do Incra estava ontem em Brasília.

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