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Nº 5749
Política

SINDICATO CRITICA AUMENTO DA TARIFA DE ÁGUA E ESGOTO

A confirmação de que a tarifa da água sofrerá reajuste, a partir de dezembro, de 8,79% na capital e na região metropolitana atendida pela BRK provocou reação do Sindicato dos Urbanitários. A principal crítica da entidade é quanto ao fato de o percentual t

Por Marcos Rodrigues | Edição do dia 21/11/2023 - Matéria atualizada em 21/11/2023 às 04h00

A confirmação de que a tarifa da água sofrerá reajuste, a partir de dezembro, de 8,79% na capital e na região metropolitana atendida pela BRK provocou reação do Sindicato dos Urbanitários. A principal crítica da entidade é quanto ao fato de o percentual ter sido maior que a inflação confirmada pelo IPCA, de 4,91%.

Segundo a presidente da entidade, Dafne Orion, a nova tarifa só confirma o que a categoria denunciava antes da privatização. À época, a principal preocupação era de que, deixando de ser pública, a lógica de funcionamento não levaria em conta aspectos sociais, mas única e exclusivamente o lucro.

“Para as empresas privadas, na lógica com que funcionam, de investimentos externos, não basta apenas lucrar. É sobrelucrar. Ou seja, o lucro sobre o lucro. E a fórmula para isso é o aumento da tarifa e dos serviços para o usuário. Lembro aqui, quando era a Casal quem operava, as ligações custavam R$ 200 e é hoje são R$ 1.200”, disse Dafne.

Por causa dessa realidade que afeta diretamente o orçamento do trabalhador assalariado, ela não tem dúvidas de que haverá aumento da inadimplência em detrimento da necessidade de as famílias priorizarem a comida na mesa.

“Isso que está acontecendo aplicado no orçamento trabalhador assalariado tem grande impacto. E aí a realidade é que, entre comida na mesa e a água, vai ser o alimento que terá prioridade. Na realidade, quem acaba sofrendo são as famílias mais pobres, porque não há um olhar social. A lógica é lucrar. Não tem o mesmo olhar que o Estado, que pensa no coletivo”, completou a sindicalista.

Diante do atual quadro, resta pouco a fazer. Um dos mecanismos possíveis é o de acionar a Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de Alagoas (Arsal). E o Sindurbanitários vai pressionar o órgão para entender como é possível uma empresa privada aumentar os preços acima da inflação, conseguir empréstimo público de R$ 1 bilhão para investimentos no Banco do Nordeste, que é público, ao mesmo tempo que repassa para o usuário esses custos.

OUTRO LADO

Procurada, a BRK, que não funcionou administrativamente ontem, encaminhou, por meio de sua assessoria, os termos do reajuste publicado no Diário Oficial. Conforme a empresa, a tabela que prevê o reajuste a partir do próximo mês foi homologada pela própria Arsal em 7 de novembro, por meio da resolução n° 111/2023.

“A atualização abrangerá todos os serviços prestados pela concessionária para todas as categorias tarifárias e faixas de consumo. Dessa forma, o custo do metro cúbico de água (1000 litros) na primeira faixa de consumo da categoria residencial (0 a 10m³), por exemplo, passará dos atuais R$ 6,140 para R$ 6,688”, diz o texto publicado no site da empresa.

Ainda segundo a BRK, o cálculo que serve de base para o reajuste dos serviços é feito a partir do Índice Nacional de Custo da Construção Civil (INCC). O valor é resultado da soma dos custos com energia elétrica, produtos químicos, mão de obra e da água fornecida pela Casal e distribuída pela empresa.

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