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Corregedoria investiga servidores

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BLEINE OLIVEIRA Repórter A Corregedoria da Fazenda (Correfaz), unidade criada há dois anos pela Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz), instaurou uma série de sindicâncias e processos disciplinares para investigar irregularidades que vão da extorsão de empresários à queima de notas fiscais sem que a Sefaz tenha dado baixa nesses documentos. As medidas foram publicadas ontem no Diário Oficial do Estado. Entre as investigações consta, por exemplo, o caso da extorsão em que os funcionários José Valter da Silva e Geraldo Correia foram apontados como responsáveis por um esquema que cobrava propina para liberação, em menor tempo, de processos de crédito junto ao erário estadual. Segundo o corregedor Yuri Miranda, nenhum dos acusados era funcionário da Sefaz. Os dois já foram afastados da secretaria. José Valter da Silva exercia função terceirizada, e Geraldo Correia ocupava cargo comissionado. O processo contra eles pode chegar ao Ministério Público, para instauração de inquérito penal, pelo crime de tráfico de influência. ?Nosso trabalho é investigar, primeiro por meio de sindicância, qualquer dano ao patrimônio público?, disse o corregedor da Fazenda estadual. Ele ressalta que o governo investiu na estrutura do órgão, que funciona na Praça do Centenário, no bairro do Farol, e na qualificação dos integrantes da comissão permanente de sindicância. Revelando que já está sendo estruturado o Núcleo de Combate aos Crimes Contra a Ordem Tributária, Yuri Miranda afirma que o Estado se estrutura para evitar atos que venham a prejudicar o erário, envolvendo ou não funcionários públicos. ?Estamos trabalhando para criar uma inteligência capaz de investigar com profundidade todos os crimes e atos lesivos ao patrimônio público e ao erário?, disse.

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