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MST faz vig�lia por l�deres presos em AL

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FÁTIMA ALMEIDA PETRÔNIO VIANA Repórteres Cerca de 60 trabalhadores rurais ligados ao Movimento dos Sem Terra (MST) iniciaram ontem pela manhã uma vigília em frente aos presídios Cirydião Durval e Santa Luzia, em Maceió, contra a prisão de cinco lideranças do movimento. Aparentemente sem rumo, os trabalhadores chegaram e foram se acomodando do lado de fora do sistema prisional. ?Vamos esperar a chegada da companheirada?, justificou Maria José Araújo, do assentamento Floresta. A direção do MST declarou que está aguardando a chegada de militantes do interior do Estado, mas a intenção é apenas reforçar a vigília diante dos presídios. A segurança no portão principal que dá acesso ao complexo prisional foi reforçada. ?Temos ordem do coronel Tavares para não deixar entrar ninguém, nem as equipes de reportagem?, disse um comandado. Os dirigentes do MST, José Roberto da Silva, José Carlos da Silva, Hercílio Leandro, Vânia da Silva e Maria do Ó dos Santos, principais articuladores do Movimento no Estado, foram presos na última terça-feira, pela Polícia Federal (PF), após prestarem depoimento ao delegado Fernando Castro, na Superitendência da PF, em Maceió. O mandado de prisão foi expedido pelo juiz substituto da 1ª Vara Federal, André Carvalho Monteiro. O delegado Fernando Castro contou que os militantes negaram participação nos delitos e demonstraram tranqüilidade ao receber voz de prisão. ?As mulheres ficaram mais nervosas. Eles pareciam estar esperando pelo indiciamento, mas não pela prisão?, comentou Castro. O delegado informou que o inquérito será concluído com a prisão de Edir Paulo, que também foi indiciado. ?A PF está realizando diligências e até sexta-feira o Edir deverá ser detido?, disse. Os líderes do MST responderão a dois inquéritos que incluem a depredação da sede e incêndio de um veículo do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), a subtração de documentos da antiga sede do instituto, no prédio do Walmap, na Rua do Livramento, no Centro, o constrangimento dos funcionários do órgão e o saque ao depósito da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Os delitos teriam sido praticados durante os 33 dias em que os sem-terra permaneceram em Maceió, ocupando a sede do Incra e a Praça Sinimbu. O advogado do movimento, Daniel Nunes Pereira, encontrava-se, ontem, em Arapiraca, acompanhando o caso de outros seis integrantes do MST presos naquele município na semana passada. Por telefone, ele reforçou a tese de que a prisão dos líderes do movimento pela Polícia Federal foi injustificada. ?Todos eles têm bons antecedendes, endereço conhecido e não eram foragidos, tanto que se apresentaram para depor na sede da Polícia Federal?, disse ele. Na sua avaliação, se as investigações apontam delitos, as lideranças poderiam, no máximo, responder ao processo, e não ficarem detidos. O advogado ainda está estudando o que pode fazer para tirar os dirigentes do MST da prisão. No início da tarde de ontem, os funcionários do Incra que trabalham no prédio do Walmap receberam ordens de deixar as salas. A diretoria do instituto foi informada de que integrantes do MST estavam reunidos na praça Marechal Deodoro e, temendo uma nova ocupação, determinou a retirada do pessoal. Cerca de 300 integrantes do movimento partem hoje para Goiânia. A viagem faz parte da programação da marcha nacional até Brasília. A libertação das lideranças estaduais deverá ser incluída na pauta nacional de reivindicações. ### Em Arapiraca, MST protesta no Fórum Sucursal Arapiraca - Cerca de 500 agricultores ligados ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e que vivem na região Agreste protestaram, ontem, diante do Fórum de Arapiraca, contra a prisão de cinco dos principais dirigentes do Movimento em Alagoas. Os trabalhadores também exigiam a liberação dos seis sem-terra presos em flagrante no último dia 19 acusados de transportar 500 quilos de alimentos saqueados de um caminhão da empresa Verdes Mares. Os trabalhadores chegaram ao Fórum Desembargador Orlando Manso, na periferia de Arapiraca, ao meio-dia de ontem. Informado da ocupação, o comando do 3º Batalhão da Polícia Militar enviou ao local oito viaturas e mais de 30 homens do Pelotão de Operações Especiais (Pelopes). Os policiais não intervieram porque os manifestantes concordaram em deixar a porta do Fórum. ?O protesto é pacífico. Só sairemos daqui quando conseguirmos a libertação de nossas lideranças?, avisou o líder Genilson dos Santos. Além das lideranças presas pela Polícia Federal (PF) em Maceió, os manifestantes exigiam a libertação dos trabalhadores Cícera Galdino dos Santos (20), Edvaldo Lima da Silva (26), Elenilson Lima Silva (22), Josevaldo da Rocha Silva (19), Ednaldo dos Santos (19), Alberto Alves (20). Eles vivem no acampamento Balança, em Girau do Ponciano, e foram presos em flagrante quando transportavam num caminhão fretado 500 quilos de alimentos saqueados pelos trabalhadores do acampamento Sementeira, em Arapiraca. Os manifestantes prometiam aumentar o número de trabalhadores ao lado do Fórum de Arapiraca caso não houvesse decisão no sentido de liberar as lideranças do movimento em Alagoas. ?A ordem é ficar até que a Justiça se pronuncie?, explicou outro líder, que se identificou pelo nome de José da Silva. No final da tarde de ontem, os trabalhadores planejavam a montagem dos barracos para que pudessem ficar no local o ?tempo necessário? para conseguir a liberação dos sem-terra presos. Hoje eles prometem ocupar mais uma vez a porta do Fórum de Arapiraca. MM

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