Política
TJ REALIZA JULGAMENTO DE QUASE 90 PROCESSOS NO CESMAC ARAPIRACA
Objetivo, segundo o Tribunal de Justiça, é aproximar o meio acadêmico do Poder Judiciário
A 4ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Alagoas julgou ontem quase 90 processos no Cesmac Arapiraca. A ação faz parte do projeto “Levando Justiça ao Meio Acadêmico”. O objetivo, segundo o tribunal, é aproximar o meio acadêmico do Poder Judiciário.
Cerca de 350 estudantes de Direito, do 1º ao 10º período, viram na prática como os desembargadores Orlando Rocha Filho, Ivan Brito e Fábio Ferrario julgam os processos. Também puderam acompanhar a atuação do procurador de Justiça Lean Araújo e de advogados. Os trabalhos da 4ª Câmara Cível foram secretariados pela servidora Silvânia Barbosa.
Essa é a primeira sessão itinerante realizada pela 4ª Câmara Cível. Além dos processos pautados, outros puderam ser apresentados em mesa, e advogados fizeram sustentação oral. As ações envolveram assuntos da área cível, como cobranças indevidas, indenização por danos morais, perdas e danos e usucapião.
“É uma oportunidade de interação. Estamos cada vez mais aproximando o Judiciário da comunidade, da sociedade. Isso é uma ação desenvolvida com base no processo administrativo do Tribunal de Justiça de Alagoas, à frente o desembargador Fernando Tourinho, que colocou em primeiro lugar essa relação mais próxima com a sociedade”, afirma o desembargador Orlando Rocha.
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O advogado Carlos Henrique Lúcio da Silva, que atua em Arapiraca, foi um dos que realizaram sustentação oral. Para ele, a interiorização das sessões contribui com o acesso à Justiça. “Nós, advogados filhos da terra, nos sentimos honrados. É importante também para os acadêmicos de Direito, que passam a ter essa vivência direta com a Justiça de forma efetiva”, afirmou
CAPACIDADE JURÍDICA
O estudante de direito do Cesmac Estêvão Pontes vê na sessão de julgamentos realizada na instituição de ensino uma oportunidade de observar o desempenho de desembargadores, com “capacidade jurídica” de atuação.
“É uma satisfação poder assistir pessoas com a capacidade jurídica tão plena. Ser entregue a nós essa oportunidade é fundamental, seja para o nosso aprendizado, seja para sabermos nos portar frente às diversas realidades que estão a caminho do estudante de direito”, afirmou Pontes, que diz dedicar-se a concursos, por querer ingressar no serviço público.
MARCO HISTÓRICO
Priscila Nascimento, diretora do Cesmac Agreste, afirmou que essa é uma oportunidade de associar o ensino teórico da academia com a prática dos tribunais.
“A gente se sente realizando um marco histórico para a instituição. Temos a condição de trazer para perto deles um pouco das várias profissões da carreira jurídica. A Câmara teve o cuidado de trazer processos que têm a defesa oral do advogado, das partes presentes, da manifestação do Ministério Público”, disse a diretora.