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Novo adiamento favorece o Pal�cio

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ODILON RIOS Repórter A ausência previamente anunciada do presidente estadual do PDT, Geraldo Sampaio, na festa de filiação dos novos membros do partido que estava marcada para amanhã veio bem a calhar para o Palácio do Governo. Essa é a quarta vez que a festa é adiada. Isso porque desde que se filiou à legenda em fevereiro último, embora tenha anunciado que levaria consigo um mundo de prefeitos e lideranças partidárias para o seu novo partido, o governador Ronaldo Lessa ainda não conseguiu fechar a lista. Essa dificuldade decorre da demora do presidente da Assembléia Legislativa Estadual, deputado Celso Luiz em decidir se fica no PSB ou ingressa em outro partido. Ele anunciou que deixaria o PSB, mas não assinou o veredicto. Os prefeitos alagoanos, que apóiam Celso e Lessa não sabem muito bem que destino político tomar: se acompanham Lessa ou ficam com Celso Luiz. Para o cientista político Alberto Saldanha, o que está acontecendo ?estava previsto?: ?O governador foi para o PDT com o objetivo de ganhar espaço nacional, e com o propósito de aproximar o partido da base aliada do governo Lula?. Segundo ele, o governador não precisaria trocar de sigla, porque tem o apoio dos partidos de esquerda ao centro. ?PDT não é problema? Para o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, o problema ?não está com o PDT?: ?Não é tarefa [do governador] aproximar o PDT da base aliada. Quem caminha para a direita é o PT, que aprofunda a crise econômica?, destacou. ?Com certeza, a política econômica de Lula, recessiva e neoliberal, impede a aproximação. É a negação de tudo o que é esquerda?, afirmou. Na opinião de Lupi, ?o PDT não enfraquece? em Alagoas com o adiamento da festa de filiação. ?A festa foi adiada porque o presidente do partido estava doente. O presidente sem condições e fazermos uma festa seria um desrespeito?, justificou. Caldo Enquanto o caldo não entorna da panela política alagoana, o presidente da Assembléia Legislativa, deputado Celso Luiz, viajou ontem a São Paulo. Vai passar uma semana conversando com PMN e PHS, além de outros partidos ?nanicos?. Depois, Celso Luiz vai a Brasília falar com o presidente do Senado, senador Renan Calheiros (PMDB), sobre reforma política e os planos para 2006, e depois volta a Alagoas quando deve anunciar sua decisão, de mudar ou não de partido. Segundo sua assessoria, Celso Luiz pode ou não voltar ao Estado com a resposta sobre sua sigla. Ontem pela manhã, o presidente da Pode Legislativo disse que poderia levar, ?em previsões modestas?, de cinco a dez deputados estaduais e prefeitos do Sertão para seu novo partido. ?Mas ainda vou discutir com os prefeitos e vou deixar todo mundo à vontade?, completou, pedindo fidelidade das bases ao seu projeto político: ser vice em uma chapa com Renan, candidato ao governo ou candidato à reeleição na ALE. Dos 22 prefeitos alagoanos eleitos pelo PSB, três são diretamente ligados aos projetos de Celso Luiz e Ronaldo Lessa, mas, sob o comando do presidente da ALE, mudam de partido sob as ordens de Celso: Renato Alves Costa (Inhapi), Alay Correia de Amorim (Taquarana) e Péricles Vasconcelos Brandão de Almeida (Viçosa). Até o prefeito de Ouro Branco, Valdeci Ferreira de Assis (PSB), questionado se acompanharia Celso ou Lessa, disse que embora ainda meio confuso vai para o PDT: ?Vou para o PDT. Acompanho o governador?.

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